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Queda de exportação aumenta com situação pior na Argentina

Anfavea reconhece que não será possível atingir projeção de exportar 700 mil veículos
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Redação AB

06 dez 2018

2 minutos de leitura

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A retração a cada mês maior do mercado na Argentina, para onde seguem cerca de 70% dos veículos vendidos fora do Brasil, deve reduzir em mais de 100 mil unidades as exportações dos fabricantes, para fechar o ano com recuo de 15% na comparação com o recorde de 766 mil veículos exportados em 2017. A Anfavea, entidade que reúne as montadoras instaladas no País, admite que será muito difícil atingir a projeção de exportar 700 mil em 2018, rebaixando o número para algo entre 600 mil e 650 mil.


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Em 11 meses foram exportados 597,4 mil veículos, o que resulta em queda de 15,3% sobre o mesmo período do ano passado. Em novembro os embarques somaram 34,3 mil unidades, com recuo de 11,3% em relação a outubro e expressiva retração de 53% sobre o igual mês de 2017, comprovando que o declínio das vendas externas está se intensificando ao longo de 2018.

“Tivemos uma reversão de expectativa muito grande por causa da Argentina, que é responsável por quase toda a queda das exportações este ano. Começamos 2018 acreditando que bateríamos novo recorde, depois reduzimos a projeção para 700 mil unidades, mas a estimativa mais realista é de 600 mil a 650 mil”, afirma Antonio Megale, presidente da Anfavea.

A aposta, segundo o dirigente, é que a situação na Argentina só volte a melhorar a partir do segundo semestre de 2019. Por isso as projeções de exportações para o ano que vem seguem cautelosas. Ainda que as empresas associadas à Anfavea estejam em busca de ampliar as vendas em outros mercados na América Latina, nenhum é tão grande para compensar toda a retração do país vizinho.
“Os fabricantes entendem que precisam complementar suas vendas com exportações, assim todos estão em busca de novos negócios. Mais mercados na África e Oriente Médio estão sendo abertos e até alguns pouco usuais, como uma recente venda de 5 mil caminhões para a Russia”, destacou Megale.

VALOR EXPORTADO TAMBÉM CAI

Em valores, as exportações dos associados da Anfavea, que incluem veículos, máquinas agrícolas/rodoviárias e componentes, de janeiro a novembro somam US$ 13,8 bilhões, em queda de 5,2%. O resultado dos exportadores de máquinas é melhor, alta de 15,2%, totalizando US$ 3,1 bilhões, enquanto as montadoras de veículos faturaram US$ 10,6 bilhões em 11 meses, valor quase 10% menor do que o obtido no mesmo período de 2017.
“Não é desprezível, é um bom valor. Está abaixo do registrado no ano passado, mas fica acima da média de US$ 12 bilhões/ano verificada nos últimos 10 anos”, pondera Megale.