Também com volume diminuto, a Troller vendeu 51,9% a mais: 322 unidades no bimestre, contra 212 no mesmo período do ano passado. Mas a Audi, que vende mais de mil unidades mensais, também cresceu nesse período de desesperança para o mercado total: a marca alemã vendeu 2.065 unidades no primeiro bimestre do ano, contra 1.951 no mesmo período de 2014, o que representa um aumento de 5,8%.
A Lifan teve crescimento expressivo, com 1.013 unidades este ano contra 739 no primeiro bimestre do ano passado, vendeu portanto 37,1% a mais. E mais duas marcas com pequeno volume de vendas entraram da seleta lista das que aumentaram as vendas este ano: a Smart, com alta de 8,1% e a Lexus (+7.9%).
Observe que, com exceção de uma delas, a chinesa Lifan, há uma clara linha que identifica todas essas empresas que estão remando contra a corrente: são marcas de pequeno volume e de carros caros, quando não luxuosos. Entre todos os modelos oferecidos por elas, os mais baratos não custam menos do que R$ 55 mil (Smart) ou R$ 92 mil, preço de um Subaru Impreza. Mas podem chegar a R$ 550 mil do sedã grande LS460 da Lexus ou a R$ 900 mil, caso do superesportivo R8 da Audi.
No caso da Jeep, o aumento é resultado do licenciamento da primeira leva do Renegade, e tem como base vendas inexpressivas no ano passado. Mas vale registrar a alta de 111% da marca que começa este ano a fabricar no Brasil.
Com a redução do acesso ao crédito, é natural que as marcas que trabalham nos segmentos de entrada do mercado sejam prejudicadas, onde a dificuldade de vendas é maior.
“O consumidor de carros mais caros, de R$ 60 mil para cima, conta com mais recursos de compra: tem dinheiro na poupança, maior facilidade de crédito, um cadastro que oferece mais garantia. Essa é a razão das marcas que oferecem produtos mais caros apresentarem crescimento mesmo num período de baixa”, explicou o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção durante a coletiva de imprensa desta terça-feira, quando anunciou os números de vendas no bimestre.
De fato, a queda de vendas este ano, que está assustando o mercado, é capitaneada pelas marcas de grande volume: Fiat, Volkswagen, Citroën, Peugeot e Renault, e algumas de menor porte, é que estão levando os índices para o vermelho.
Citroën (queda de 48,9% no bimestre) e Peugeot (-44,2%) foram as que mais perderam participação este ano entre as marcas de médio/grande volume. A líder Fiat e a vice-líder Volkswagen, também tiveram quedas de vendas expressivas e acima da média: a Fiat vendeu 85.514 unidades no bimestre, com uma retração de 29,3% em relação ao mesmo período do ano passado e a Volkswagen recuou 28%, com vendas de 70.453 no bimestre.
Outra que perdeu mercado foi a Renault, com queda de 29,5% (venda de 26.409 carros este ano). Kia e JAC tiveram comportamento parecido. A coreana vendeu 48,9% a menos (3.079 unidades) e a chinesa – 45% (1.136 carros este ano).
Outras marcas, como Toyota, Mercedes-Benz, Nissan, Ford, BMW e Hyundai venderam menos do que no ano passado, mas aumentaram a participação no mercado, uma vez a que a queda foi menor do que a média do mercado.
Outras, de pequeno volume de vendas, apresentaram quedas que ultrapassaram 70%, casos da Chrysler (-70,3%) e da Hafei (-77,5).
Para essas marcas não há crise
Janeiro-fevereiro/2015

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