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Queda do IPI anulará efeito do câmbio no IPCA, diz Santander

A redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre as vendas de automóveis e comerciais leves – medida adotada pelo governo no dia 21 de maio para estimular as vendas das montadoras – deverá anular o impacto da alta do dólar na inflação. A previsão é do economista-chefe do Banco Santander, Maurício Molan, após ter participado do CFO Fórum 2012, realizado na sede da Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo.
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Redação AB

14 jun 2012

1 minutos de leitura

Pelos cálculos feitos por Molan e sua equipe de economistas no banco, a taxa de câmbio deve encerrar este ano cotada a R$ 1,95. Mas, de acordo com ele, o impacto da depreciação cambial sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será de algo entre 0,4 e 0,5 ponto porcentual, o que será anulado pela desoneração fiscal para veículos, cujo impacto sobre a média de preços ao consumidor será na mesma magnitude, caso o desoneração seja estendida até o final do ano. A validade da medida vai até 31 de agosto.

Diante dessa equação, Molan mantém sua projeção para a inflação deste ano em 5%. Contudo, de acordo com ele, no médio prazo o saldo das medidas mais recentes para estimular a economia se mostrará inflacionária uma vez que os incentivos focam o consumo e não, os investimentos na oferta. “Este ano a inflação chega perto da meta, mas para um horizonte mais longo, o cenário parece ser inflacionário pelas medidas de incentivo ao consumo que o governo vem adotando”, explicou.