Pelos cálculos feitos por Molan e sua equipe de economistas no banco, a taxa de câmbio deve encerrar este ano cotada a R$ 1,95. Mas, de acordo com ele, o impacto da depreciação cambial sobre o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) será de algo entre 0,4 e 0,5 ponto porcentual, o que será anulado pela desoneração fiscal para veículos, cujo impacto sobre a média de preços ao consumidor será na mesma magnitude, caso o desoneração seja estendida até o final do ano. A validade da medida vai até 31 de agosto.
Diante dessa equação, Molan mantém sua projeção para a inflação deste ano em 5%. Contudo, de acordo com ele, no médio prazo o saldo das medidas mais recentes para estimular a economia se mostrará inflacionária uma vez que os incentivos focam o consumo e não, os investimentos na oferta. “Este ano a inflação chega perto da meta, mas para um horizonte mais longo, o cenário parece ser inflacionário pelas medidas de incentivo ao consumo que o governo vem adotando”, explicou.