
Os competidores desclassificados perderam três pontos de passagem obrigatória consecutivos, o que fere o regulamento da competição e prevê a exclusão.
Muitos dos participantes desclassificados perderam os chamados waypoints (WP) por conta de avarias mecânicas no primeiro trecho de desafiadoras dunas no Dakar. É o caso dos brasileiros Reinaldo Varela/Erley Ayala (Mitsubishi/Pirelli/Blindarte), que tiveram problemas com a embreagem de seu Mitsubishi Pajero Full.
Com a falha mecânica, a dupla da Mitsubishi/Pirelli/Blindarte ficou impossibilitada de passar por alguns pontos do percurso e foi obrigada a desviar do trajeto original. “Fizemos de tudo para seguir no Dakar, mas parte do percurso era muito íngreme. Tivemos que optar caminhos alternativos para chegarmos ao fim do dia”, explica Varela.
Entre os 27 carros excluídos, cinco são formados por competidores brasileiros. Além de Varela/Ayala, as duplas Julio Bonache/Lourival Roldan (Mitsubishi), Klever Kolberg/Giovanni Godoi (Mitsubishi), Sven Fischer/João Stal (Mitsubishi) e Sérgio Williams/Rodrigo Konig (Troller) também estão fora.

Em 2009, dezenas de pilotos também perderem três pontos de passagem seguidos durante o Rally Dakar. Inicialmente eles foram desclassificados, mas os comissários reviram a penalidade e na ocasião aplicaram uma punição de tempo aos competidores.
“Conversamos durante muito tempo com os comissários, mas ao contrário do ano passado eles estavam irredutíveis. É muito triste deixar o Dakar desta forma”, completa Varela.