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Randon investe R$ 50 milhões em modernização de estamparia

Em meados de 2016, em meio à maior crise do setor industrial de veículos comerciais pesados no Brasil, enquanto a Randon também apertava os cintos como muitas outras companhias, o cenário adverso despertou nos dirigentes da empresa a necessidade de se reinventar, rever os gargalos, reorganizar as operações e não menos importante, pensar no futuro. Dali, surgiram ideias que estão sendo colocadas em prática e entre elas está a modernização da estamparia, uma das linhas na fábrica de Caxias do Sul (RS) responsável pela transformação de chapas planas de aço em peças para a montagem de implementos rodoviários e veículos especiais.
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Redação AB

14 ago 2019

2 minutos de leitura

A história é resgatada pelo vice-presidente e COO da divisão montadora, Alexandre Gazzi. O executivo conta que a empresa está investindo quase R$ 50 milhões para readequar a linha, que foi totalmente deslocada para as laterais, transformando o espaço central – onde serão instaladas as novas máquinas – em um verdadeiro canteiro de obras. A reforma, que começou no fim do ano passado, tem previsão de ser concluída no primeiro trimestre de 2020.

“Vai ter um salto em produtividade de 10%, além da redução de resíduos industriais”, diz o executivo ao informar que a empresa utiliza cerca de 150 mil toneladas de aço por ano. “Hoje, no processo atual de corte do aço plano, 9% do total vira sucata. Com esta atualização, este índice vai para 7%”, explica.

A unidade começará a utilizar um processo mais moderno de corte de chapas a laser, com parte do maquinário importada da Alemanha. A linha, que Gazzi apelidou de “uma fábrica dentro da fábrica” foi reestruturada nos conceitos de indústria 4.0, com máquinas e sistemas que controlam a operação, transformando-a numa linha de manufatura conectada e inteligente. “A nova linha fará todo o processo de corte, dobra e separação das peças estampadas de aço sem a intervenção humana, o que também vai ajudar a reduzir o risco de acidentes.”

Contudo, a linha terá a necessidade de menos pessoas trabalhando. O vice-presidente afirma que junto com a modernização da fábrica, a empresa já estruturou a qualificação da mão de obra, a fim de agregar conhecimento aos funcionários que terão que lidar com novas máquinas. Além disso, ele destaca as sinergias entre as fábricas e diz que é comum as empresas aproveitarem os profissionais em outros setores e até em outras empresas que fazem parte do grupo.