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Balanço

Randon tem prejuízo de R$ 24,6 milhões em 2015

Após lucrar mais de R$ 200 milhões em 2014 (leia aqui) a Randon encerra 2015 com prejuízo de R$ 24,6 milhões, de acordo com balanço divulgado ao mercado financeiro na quarta-feira, 23. “Estamos vivenciando uma das mais longas e profundas crises das últimas décadas no Brasil”, declara no comunicado o diretor presidente da empresa, David Abramo Randon.
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Redação AB

23 mar 2016

3 minutos de leitura

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O faturamento líquido da companhia reduziu em 18%, passando de R$ 3,8 bilhões em 2014 para R$ 3,1 bilhões no ano passado. O lucro bruto totalizou R$ 640,9 milhões, valor 32% abaixo do apurado no ano anterior e representou 20,7% do faturamento líquido. Há um ano, o resultado era de R$ 943 milhões e 25% do faturamento. Em 2015, as despesas operacionais, que incluem os custos administrativos e comerciais entre outros aumentaram de R$ 573,6 milhões em 2014 para R$ 603,7 milhões em 2015, representaram 19,5% sobre o faturamento líquido contra os 15,2% de antes.

“A crise de confiança instalada no País tem sido determinante para que a economia continue em recessão e reforce os fracos volumes de vendas e produção”, analisa o diretor financeiro e de relações com investidores, Geraldo Santa Catharina. Para o executivo, a já fragilizada demanda por veículos comerciais foi ainda mais prejudicada com a decisão do governo de antecipar a suspensão do Finame PSI no fim de outubro passado. “A busca das montadoras pelo ajuste nos níveis dos estoques de seus pátios e dos seus concessionários derrubou os volumes de produção”, reforça.

Em seu relatório, a Randon destaca que embora a taxa do dólar esteja atrativa para exportações, as crises econômicas nos países dependentes de petróleo e demais commodities têm dificultado o aumento das vendas para estes mercados. As exportações a partir do Brasil geraram receita de US$ 158,1 milhões, queda de 17,4%. Houve retrações das vendas para Europa, África e Oriente Médio, enquanto os países do Mercosul e também o Chile ganharam representatividade, passando de 31% de participação em 2014 para 40% em 2015.

Nas operações do grupo localizadas no exterior o faturamento bruto total (sem eliminações das vendas entre as empresas) em 2015 totalizou US$ 142,8 milhões contra os US$ 117,4 milhões do ano anterior. Enquanto isso, O total entre a soma das exportações e das receitas geradas no exterior foi de US$ 301 milhões no ano passado, 2,6% a menos que o resultado anterior, de US$ 309 milhões.

Na nota, a Randon informa que está implementando diversas ações visando a recuperação das vendas para este s mercados, uma vez que a ampliação dos negócios ao exterior é parte das prioridades da companhia.

SEGMENTOS

Os reboques – carro-chefe do portfólio da Randon – acompanharam o fraco desempenho do mercado de caminhões, registrando queda de 36,3% nos volumes de vendas de 2015 sobre o ano anterior. A participação de mercado da Randon caiu 0,7 ponto porcentual em 2015, para 26,2%, em um mercado representado por 29,6 mil unidades.

Para a divisão de vagões ferroviários, a similaridade existente no processo de fabricação de semirreboques e vagões permitiu um melhor aproveitamento da capacidade instalada. O segmento fechou o ano com 1,9 mil unidades entregues, alta de 47,4% no comparativo anual. Este foi isoladamente o melhor desempenho histórico da companhia neste setor.

Por fim, no de autopeças, a Fras-le, uma das controladas das Empresas Randon, encerrou o ano acumulando alta de 14,4% em seu faturamento líquido em parte por ter a maior fatia de suas vendas nos mercados de reposição e exportação, este último favorecido pelo efeito cambial (leia aqui).