“Os trabalhadores estão dando a sua contribuição e esperamos que a empresa reconheça este gesto, pois os empregados estão emprestando parte do salário para ajudá-la a sair da dificuldade. Esperamos, também, medidas urgentes do governo, caso contrário, não sairemos da crise e os trabalhadores serão penalizados”, disse à Gazeta Mercantil o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes (ligado à Força Sindical), Miguel Torres.
Torres cobra medidas mais efetivas do governo, como redução de impostos e juros, para evitar que a crise prejudique ainda mais os trabalhadores. Ele revela que os números que estão sendo apresentados pelas empresas são dramáticos, com redução de até 60% em faturamento e encomendas. “Diante deste cenário, preservar o emprego é a melhor saída, mesmo com a redução do salário“ – admitiu ao jornal.
Randon faz acordo
Em Caxias do Sul, RS, mais de 82,6% dos funcionários das empresas do Grupo Randon aceitaram a redução de cinco dias de trabalho em fevereiro, março e abril. A empresa pagará 50% pelas horas não trabalhadas.
Forjafrio volta ao trabalho
Segundo o Diário do Grande ABC, os funcionários da Forjafrio, de Mauá, que produz anéis para rolamentos, acabaram com a greve. Eles decidiram voltar ao trabalho depois da empresa confirmar que tinha entrado com pedido de recuperação judicial. Agora a companhia tem dez dias para apresentar um plano de pagamento para os 180 demitidos.
O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá, Silvado Silva Pereira, o Espirro, afirmou que o presidente da empresa procurou a entidade para conversar e afirmar que precisava continuar com a produção para levantar capital.