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Ranger: conheça por baixo a nova picape

Ao apresentar a nova linha Ranger, a equipe da Ford repetiu algumas vezes que se tratava de um projeto totalmente novo em cada parafuso agora utilizado. Vale dizer que ela foi elaborada sobre uma plataforma Mazda, marca controlada pela Ford.
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03 jul 2012

2 minutos de leitura

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Entre as modificações importantes estão os novos motores e transmissões com tecnologia da própria montadora. O engenheiro Marcionílio Carvalho compôs a equipe de profissionais envolvida com o projeto. Ele passou mais de quatro anos na Austrália, onde ocorreu a maior parte do desenvolvimento da picape.

Sobre os novos motores a diesel fabricados em Pacheco, na Argentina, ele explica: “São projetos Ford. O quatro-cilindros 2.2 e o cinco-cilindros 3.2 fazem parte da mesma família. Têm até a mesma taxa de compressão (15,5:1)”, afirma Carvalho. Esses propulsores utilizam quatro válvulas por cilindro e adotam a tecnologia EGR, que promove a recirculação dos gases de escape a fim de reduzir as emissões de poluentes e enquadrar a picape ao programa Proconve L6, que entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano. O 2.2 produz 125 cv e o 3.2, 200 cv.”

Os dois propulsores são equipados com turbina Garrett de geometria variável, modelo GT 22. A diferença entre elas está apenas na calibração do atuador eletrônico que altera o passo das palhetas. O motor 2.5 flex faz parte da família Duratec. Vem da fábrica de Chiuaua, no México, e é semelhante àquele que estará em breve no Ford Fusion. Produz até 173 cv quando abastecido com etanol. “Seu módulo eletrônico (da Continental) foi calibrado pela própria Ford para trabalhar com etanol ou gasolina”, diz Carvalho.

Ranger,
Motores 3.2 (foto) e 2.2 são fabricados em Pacheco, na Argentina, e utilizam turbinas de geometria variável Garret GT 22. Transmissões agora são Ford Getrag e vêm dos EUA ou da China (fotos: Mário Curcio).

Todos os novos motores da Ranger utilizam transmissões Ford Getrag. São duas manuais (de cinco ou seis marchas e vindas da China) e uma automática (de seis velocidades, proveniente dos Estados Unidos).
A manual de cinco marchas é utilizada apenas com o motor flex. A manual de seis marchas pode estar associada aos propulsores diesel 2.2 e 3.2. A automática está disponível apenas para as versões topo de linha equipadas com o Duratorq 3.2. A caixa de transferência é feita pela Univance.

Entre os principais fornecedores para a nova picape estão Continental, Inergy, Dana, Tenneco e Faurecia. Eles produzem módulos eletrônicos, tanquinhos para a partida a frio, componentes para suspensão e amortecedores, entre outros itens. As picapes apresentadas no lançamento utilizavam pneus Pirelli Scorpion e Bridgestone Dueler.