Letícia aponta que a autocertificação é vista como uma saída provável para um dos aspectos mais importantes do Inovar-Auto. Segundo ela, com o sistema, as companhias apontariam o índice de regionalização de seus produtos e estariam sujeitas a auditoria periodicamente. “É improvável que uma empresa se arrisque a divulgar informações falsas, que indiquem um conteúdo local que ela não têm. Acredito que ninguém quer arriscar a esse ponto, sob pena de serem alvo de ação judicial”, aponta.
O novo regime automotivo está em vigor desde janeiro de 2013. Apesar disso, a regulamentação de como será feito o rastreamento das autopeças permanece pendente. O governo e as entidades que representam os segmentos da indústria envolvidos, como Anfavea e Sindipeças, enfrentam dificuldades para chegar a um acordo sobre a melhor maneira de fazer a verificação. O objetivo é rastrear a origem dos componentes até o segundo nível de fornecimento, o Tier 2. O desafio está em encontrar a fórmula para que isso seja feito da forma menos burocrática possível.
