
Os dispositivos podem não inflar adequadamente em caso de acidente, lançando estilhaços nos ocupantes do carro. O defeito seria responsável por causar 13 mortes, além de ferir mais de 100 pessoas no mundo, a maior parte delas nos Estados Unidos. A NHTSA aponta que o problema seria resultado da falta de um agente químico dessecante.
A checagem e conserto da nova leva de carros envolvidos no recall acontecerá entre este mês e dezembro de 2019. A entidade aponta que a agenda garantirá que os componentes sejam substituídos antes de se tornarem perigosos, já que foi constatado em laboratório que os airbags se tornam inseguros ao longo do tempo, conforme são expostos a variações climáticas e variações de temperatura.
QUEM PAGA A CONTA?
Os custos do megarecall de 90 milhões de airbags devem chegar perto de US$ 9 bilhões, uma conta pesada demais para a Takata. Informações da agência Automotive News Europe indicam que a empresa está em busca de ajuda para dar conta das despesas, mas ainda não há notícia de nenhuma montadora disposta a arcar com parte dos gastos ou oferecer qualquer suporte financeiro à fabricante de bolsas de ar.
A fabricante de airbags enfrenta ainda processo no Havaí, o primeiro estado a entrar com ação contra a companhia. A acusação aponta que a Takata e a Honda ocultaram o problema e pede compensação da ordem de US$ 10 mil por veículo envolvido no recall na região.