
A convocação abrange os modelos Corolla Altis XEi 2.0; XEi, SEG, XLi e GLi 1.8; e XLi 1.6 produzidos a partir de 2008.
Na primeira fase a Toyota promoveu a verificação e eventual fixação de tapetes genuínos. Para tapetes não originais da fábrica a concessionária esclareceu a importância de sua não utilização e riscos de sua inobservância. A empresa já havia recomendado a remoção imediata do tapete do lado do motorista, sem sua substituição antes da verificação no concessionário.
A Toyota diz lamentar o desconforto que a situação possa causar aos proprietários de seus veículos e reafirma acreditar firmemente que o Corolla produzido no Brasil não apresenta qualquer vício ou defeito que possa colocar a saúde e segurança dos consumidores em risco.
Contradição
A convocação da Toyota traz uma contradição: de um lado reforça a preocupação com a segurança dos passageiros. De outro, desestimula o proprietário do veículo a atender o recall na medida em que ressalta não acreditar que o Corolla tenha defeitos.
A própria empresa sabe que o nível de resposta a campanhas do gênero é baixa. Em press release, ela admitiu que de cada 10 proprietários apenas 6 vão às revendas para providências.
Há diversas justificativas para a omissão do dono do veículo, que pode ter origem até mesmo na ineficiência da comunicação. Muitos donos mudam de endereço ou revendem o veículo, tornando inócuo o comunicado de recall. Em outros casos o proprietário não dá importância à campanha de reparação.
O atual recall pressupõe que avisos e encartes do manual sejam seguidos à risca para garantir que o acelerador não ficará emperrado com o deslocamento do tapete. Ficam algumas perguntas: será a iniciativa suficiente? O lavador do carro recolocará o tapete corretamente? O proprietário do veículo vai atender ao recall e ler o encarte do manual? Qual a porcentagem de proprietários do veículo que efetivamente leem o manual?
Com a palavra a Toyota.
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