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Recorde no déficit de autopeças em 2008: US$ 2,5 bilhões

A balança comercial das autopeças sofreu o maior déficit comercial de sua história em 2008, atingindo US$ 2,5 bilhões. As importações de componentes, oriundas de 132 países, chegaram a US$ 12,6 bilhões, 37% superiores às do ano anterior. Os embarques, para 175 países, também cresceram, porém menos de 11%, totalizando pouco mais de US$ 10 bilhões.
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09 fev 2009

2 minutos de leitura

Quem comprou do Brasil
A Argentina comprou 28,62% das autopeças exportadas pelo Brasil em 2008, no valor de US$ 2,882 bilhões, com um avanço de 32,5% em relação a 2007. Vieram em seguida os Estados Unidos (US$ 1,76 bilhão, 17,52% de participação e queda de 10,61% nas encomendas); Alemanha (US$ 891 milhões, participação de 8,85% e elevação de 7,79%); México (US$ 788 milhões, 7,83% e aumento de 7,79%); Venezuela (407 milhões, 4,05% e queda de 3,10% nas compras); África do Sul (314 milhões, 3,12% e queda de 2,68%).

A América do Sul levou 40,87% das vendas externas de autopeças brasileiras (US$ 4,1 bilhão, com aumento de 24,51% em relação a 2007. A América do Norte ficou com 25,87%, ou US$ 2,6 bilhões, e queda de 6,17% em relação a 2007. A Europa foi a terceira maior região compradora, com 23% e US$ 2,3 bilhões, registrando elevação de 9,96% das compras no período.

Asia e Oceania representaram 5,03% das nossas exportações (US$ 506 milhões), a África 5,03% (US$ 438 milhões) e a América Central e Caribe 0,87% (87 milhões).

Alemanha é principal fornecedor
Os países europeus foram responsáveis por nada menos que 46,80% (US$ 5,9 bilhões) das peças adquiridas no exterior pelo Brasil. A principal fonte foi a Alemanha, com US$ 2,403 bilhões,19,06% de participação e uma expressiva evolução de 44,76% em relação a 2007. Compramos US$ 890 milhões da França, quinta colocada no ranking com 7,07%, e US$ 872 milhões da Italia, sexta colocada, com 6,92%.

Asia e Oceania foram a segunda região onde mais compramos, com US$ 3,4 bilhões e 26,92% de participação. O Japão foi a principal origem, com US$ 1,83 bilhão e 14,54%. A Coréia veio em segundo lugar, com US$ 139 milhões e 1,1%.

Da América do Norte o Brasil comprou US$ 1,85 bilhão (14,65%), dos quais US$ 1,55 bilhão veio dos Estados Unidos (12,30%) e US$ 240 milhões do México (1,91%).

As importações na América no Sul foram de US$ 1,36 bilhão (10,82%), cabendo à Argentina US$ 1,27 bilhão do total (10,11%) e o quarto lugar no ranking de nossos fornecedores.

Compramos da África US$ 91 milhões e da América Central e Caribe US$ 10,6 milhões.