
Segundo relatório da Anef, que utiliza dados do Banco Central, para pessoa física foram liberados R$ 47,7 bilhões, 8,8% a menos do que há um ano, e R$ 5,5 bilhões foram concedidos à pessoa jurídica, redução de 20,2%. Segundo a entidade, essa distribuição entre PJ e PF era esperada uma vez que as empresas sentem primeiro a queda na atividade econômica.
Considerando apenas julho, foram liberados R$ 7,8 bilhões no mês, alta de 4,7% sobre junho, quando também houve aumento do volume de liberações de crédito com relação ao mês imediatamente anterior. Mas o resultado ainda é 11,2% menor que o de julho de 2014.
“Em julho vimos novamente um aumento no financiamento de veículos em comparação com o mês anterior, sendo de 4,4% para PFs e 8,2% para PJ’s. Apesar de o quadro econômico ser preocupante, não deixa de ser um alento observar o que ocorreu tanto em junho quanto em julho em nosso setor”, afirma Décio Carbonari, presidente da Anef.
O executivo lembra ainda que o setor continua registrando estabilidade na inadimplência, caracterizada pelos atrasos nos pagamentos acima de 90 dias. No CDC, o indicador permanece em 3,9% desde dezembro do ano passado. Para PJ, no entanto, há um movimento de leves subidas ocorrendo desde o fim de 2014, embora tenha caído 0,1 ponto porcentual em julho contra junho, fechando em 4,3%.
“O fato da inadimplência ter se mantido relativamente estável em meio à crise nos dá o conforto de que, pelo menos até aqui, a condição financeira de nossos clientes não foi tão prejudicada”, avalia Carbonari.
Os bancos das montadoras continuaram praticando taxas menores que os bancos de varejo: em julho, a média ficou permaneceu em 1,57% ao mês e 20,55% ao ano contra médias de 1,84% a.m. e 24,5% a.a. para PF. O prazo médio das concessões de crédito ficou praticamente estável, para 41,5 meses contra média de 41,6 meses registrada há um ano. Os planos máximos oferecidos pelos bancos aos consumidores foram mantidos em 60 meses.