Segundo o presidente da entidade, Décio Carbonari, medidas para aquecer o mercado e incentivar a compra de veículos, como financiamentos a juro zero, ajudaram a manter as vendas aquecidas, mas estas condições também contribuíram para as seguidas quedas nas carteiras de financiamentos.
“Em países com inflação e taxas de juros baixas, essas promoções são mais comuns. Já no Brasil, o custo para as montadoras subsidiarem o desconto, permanentemente, é bastante alto, o que dificulta sua manutenção por um longo período de tempo”, explica o executivo em nota.
A inadimplência – atrasos nos pagamentos acima de 90 dias – apresentou queda de 0,2 pontos porcentuais na comparação mensal entre junho e maio, passando de 6,3% para 6,1%. Ainda em junho, as associadas praticaram uma taxa média de juros de 1,23% ao mês e 15,80% ao ano, índices 0,1 p.p. e 0,14 pontos porcentuais abaixo dos registrados em maio, respectivamente.
O prazo dos planos oferecidos pelos bancos fechou junho com média de 42 meses, sendo 60 meses o prazo máximo. O crédito direto ao consumidor (CDC) continuou como a principal modalidade utilizada pelos clientes para a aquisição de veículos, respondendo por 53% dos recursos, seguido pelos pagamentos à vista, com 37%, consórcio, 8%, e leasing, 2%.
Para as vendas de caminhões e ônibus, o Finame (PSI) representou 78% dos recursos liberados, leasing Finame, 1%, consórcio, 2%, pagamentos à vista, 10%, e CDC, 9%. No segmento de motocicletas, 37% adquiriram via consórcio, 34% via CDC e 29% foram à vista.