
“Estes números levam em conta as 1.047 concessionárias fechadas em 2015. É o total previsto para os dois anos”, esclarece Alarico Assumpção Jr., presidente da organização. Segundo ele, o momento mais crítico deve ser o primeiro trimestre. “As empresas que tentaram se segurar no ano passado e interromperam as atividades devem fechar de vez neste período”, acredita. A partir do segundo semestre de 2016, o executivo espera que comece um discreto movimento de recuperação do mercado de veículos, contendo o fim de mais casas.
Ainda que mais de mil revendas tenham deixado de operar ao longo de 2015, a Fenabrave calcula que 420 casas entraram no mercado no ano. Dessa forma, o saldo negativo foi de 627 concessionárias. Em geral, as novas lojas são de marcas que passam por momento de forte investida no Brasil, como Jeep, Audi e BMW – empresas que inauguraram linhas de produção nacionais recentemente.
O resultado negativo de 2015 para o setor da distribuição representou encolhimento da rede de concessionárias brasileira para cerca de 7,7 mil lojas, que se espalham atualmente por 1,1 mil municípios. Dados da Fenabrave do início do ano passado apontam que a rede empregava 410 mil pessoas naquela época, mais do que o dobro do número de funcionários diretos das montadoras. Este indicador ainda não foi revisto.
