A redução vem atender uma recomendação da ONU nesta que é a Década da Segurança de Trânsito. A iniciativa também está em conformidade com outros grandes centros urbanos, onde a máxima é de 50 km/h.
Nova York traçou recentemente a meta de reduzir a zero as mortes no trânsito nos próximos dez anos. Para isso, a cidade baixou a velocidade máxima na para 25 milhas, ou 40km/h, 8 km a menos que a máxima anterior. Parece pouco, mas a diferença significa que, se o pedestre for atingido por um carro, o risco de vida cairá pela metade.
No ano passado, morreram no trânsito de Nova York 178 pessoas. Em São Paulo, 514. É verdade que São Paulo tem 12 milhões de habitantes, muito mais que Nova York (8,5 milhões). Mas, ainda assim, o número de mortes aqui é proporcionalmente maior.
Por isso não adianta chiar: fatalidade no trânsito são evitáveis. Se o preço a pagar para salvar vidas é andar mais devagar, vamos fazê-lo. Felizmente as cidades brasileiras, que foram construídas somente para o carro, estão cada vez mais amigáveis a outros modais e aos pedestres. A tendência é por municípios mais agradáveis e menos violentos. Mas para isso é preciso mudar o comportamento dos automobilistas.
Além da redução da velocidade e da implantação de ciclovias e ciclofaixas, outra vitrine da gestão Fernando Haddad foi amplamente aprovada pela população na pesquisa, que foi encomendada pelo SetSesp – Sindicato das Transportadoras de Carga de São Paulo: a faixa (quase) exclusiva de ônibus. No levantamento, 92% dos entrevistados concordaram com a medida. O ônibus foi citado por 51% dos entrevistados como o meio de transporte mais utilizado para se locomover pela cidade. Em segundo está o carro (24%), seguido pelo metrô (13%), trem (4%) motocicleta (2%) bicicleta e táxi (1%).
Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme
[email protected]