
A frota do Amazonas, por exemplo, tem 221.910 motocicletas, mas somente 155.124 motociclistas habilitados, discrepância de 30%. No Pará, para 667.452 motos há 585.428 condutores com carteira A, diferença de 7%. “Sem esse preparo mínimo, o motociclista está mais sujeito a falhas no controle do veículo, negligência aos equipamentos de segurança e desconhecimento de regras para circular nas cidades”, afirma José Eduardo Gonçalves, diretor executivo da Abraciclo, associação que reúne fabricantes do setor.
Em dez anos, a frota de motos da Região Norte aumentou 4,3 vezes, passando de 408 mil para 1,8 milhão entre 2003 e 2013. Em todo o Brasil, o avanço médio foi de 3,3 vezes. Em Manaus (AM), o crescimento do volume de motos no período foi de 3,8 vezes, também superando a alta nacional. A Região Norte também se destaca na relação de habitantes por motocicleta. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em maio deste ano havia 9 habitantes/moto, enquanto a média nacional era de cerca de 10/1. Em Manaus são 15/1.
Dez anos atrás, a proporção em toda a Região Norte era de 34 habitantes por moto e a média nacional, de 28/1. A partir dessas informações, a Abraciclo programou para Manaus até o dia 27 de julho a 17ª edição do Moto Check-Up, evento gratuito em que os veículos de duas rodas passam por uma verificação de sistemas mecânico e elétrico e seus pilotos recebem orientações de segurança e manutenção.