|
|||||||||||||||||||||||||||
Redação AB
O levantamento Competitive Alternatives realizado pela KPMG, que indica em quais regiões é recomendável fazer negócios, constatou que, entre os países desenvolvidos, o Reino Unido é o mais competitivo. A China liderou o ranking das nações emergentes, em que o Brasil aparece como último colocado.
O estudo aponta que o Reino Unido saltou da quarta posição em 2010 para a primeira este ano. A redução dos custos de mão de obra como reflexo da crise financeira, a oferta de instalações industriais e serviços públicos, a redução de impostos e o menor valor da libra esterlina são alguns dos motivos para o ganho de competitividade.
Já o Brasil, o emergente com custos mais altos, se aproxima dos níveis de países desenvolvidos. O levantamento toma como base os Estados Unidos. A vantagem competitiva nacional na comparação com a América do Norte é de apenas 7%, porcentual muito próximo ao do Reino Unido (5,5%). Enquanto isso, a China apresenta custos 25,8% menores. A vantagem também é expressiva na Índia (25,3%), México (21%) e Rússia (19,7%).
O ponto fraco do Brasil no ranking de competitividade é o nível salarial, significativamente maior do que o de outras nações de alto crescimento, e a carga tributária. Segundo a KPMG, as empresas buscam se estabelecer em emergentes para estruturar uma rede global de suprimentos. A consultoria lembra que a vantagem de estar nestes mercados não é determinada apenas pelos custos, mas também pela geração de valor. O avanço tecnológico e aumento da capacidade produtiva deve fazer com que estas regiões avancem entre os líderes em negócios globais.
Realizada em 14 países, a pesquisa leva em conta 26 elementos de custos empresariais, como mão de obra, impostos e imóveis. Além disso, o estudo considera informações gerais, como dados demográficos, educação, inovação, infraestrutura, condições econômicas e qualidade de vida.
