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Reino Unido não terá isenção de impostos

A Alemanha sinalizou que não pretende oferecer alivio à Brexit, sigla que define a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), confirmada na sexta-feira, 24 (leia aqui). “Não haverá nenhum tratamento especial, nenhum presente”, declarou Volker Kauder, líder partidário aliado da chanceler Angela Merkel, em entrevista a uma rede de televisão alemã. A posição intransigente preocupa a indústria automotiva, um dos setores de grande fluxo de comércio entre o Reino Unido e os outros países da Europa. Ainda assim, Kauder reconheceu que a região é um parceiro comercial importante para a Alemanha, o que torna essencial buscar negociações que assegurem uma boa relação.
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Redação AB

27 jun 2016

2 minutos de leitura

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É cedo para medir o impacto da Brexit nos negócios automotivos, mas a LMC Automotive estima que o movimento pode reduzir em 120 mil veículos as vendas no Reino Unido em 2016, número que chegaria a 400 mil unidades nos próximos dois anos. Analistas consultados pela agência Automotive News Aurope apontam que o impacto pode ser de € 8 bilhões nas receitas da indústria automotiva da região.

“Este não é um bom dia para a Europa. O Reino Unido pode ser uma ilha geograficamente, mas não política e economicamente”, declarou na sexta-feira Dieter Zetsche, CEO da Daimler, diante da confirmação da Brexit. A indústria pede condições que garantam que o livre comércio entre Inglaterra, Escócia, Irlanda e os países da União Europeia seja mantido. A medida sustentaria os negócios já instalados na região.

Da produção de veículos do Reino Unido em 2015, 78% foram exportados. Do total vendido a outros mercados, mais de 900 mil unidades atenderam a demanda de outros países da Europa. A Toyota, uma das marcas estrangeiras com produção de veículos na Inglaterra, emitiu comunicado aos funcionários após o resultado do plebiscito que decidiu pela saída do bloco europeu. No informativo, a empresa indicava redução de 10% em sua produção local como consequência da Brexit.