
É cedo para medir o impacto da Brexit nos negócios automotivos, mas a LMC Automotive estima que o movimento pode reduzir em 120 mil veículos as vendas no Reino Unido em 2016, número que chegaria a 400 mil unidades nos próximos dois anos. Analistas consultados pela agência Automotive News Aurope apontam que o impacto pode ser de € 8 bilhões nas receitas da indústria automotiva da região.
“Este não é um bom dia para a Europa. O Reino Unido pode ser uma ilha geograficamente, mas não política e economicamente”, declarou na sexta-feira Dieter Zetsche, CEO da Daimler, diante da confirmação da Brexit. A indústria pede condições que garantam que o livre comércio entre Inglaterra, Escócia, Irlanda e os países da União Europeia seja mantido. A medida sustentaria os negócios já instalados na região.
Da produção de veículos do Reino Unido em 2015, 78% foram exportados. Do total vendido a outros mercados, mais de 900 mil unidades atenderam a demanda de outros países da Europa. A Toyota, uma das marcas estrangeiras com produção de veículos na Inglaterra, emitiu comunicado aos funcionários após o resultado do plebiscito que decidiu pela saída do bloco europeu. No informativo, a empresa indicava redução de 10% em sua produção local como consequência da Brexit.