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Remanufatura de autopeças cresce 10% ao ano, aponta Anrap

O setor de remanufatura de autopeças no Brasil tem registrado crescimento de 10% ao ano, aponta estudo da Anrap, Associação Nacional dos Remanufaturadores de Autopeças, que também indica que o volume médio de matérias-primas recuperadas pelas empresas associadas, como alumínio e ferro, tem sido de 2,6 mil toneladas por ano.
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Redação AB

13 nov 2015

3 minutos de leitura

Segundo a entidade, as fabricantes ainda têm como maior desafio o de aumentar esses resultados, uma vez que ainda há falta de incentivos para a logística reversa, processo essencial para manter a atividade operante. O reaproveitamento, a reciclagem e o reuso de recursos são considerados tendência pela associação devido À abertura de oportunidades de redução de custo, o que se apresenta como uma solução diante do atual cenário de fraco desempenho do mercado.

“Quem faz uso do remanufaturado colabora para a preservação do meio ambiente e tem uma manutenção mais segura, confiável e econômica, pois o produto remanufaturado é mais barato do que um item novo. A aplicação do remanufaturado também ajuda a estender a vida útil do veículo”, comenta Jefferson Germano, presidente da Anrap e gerente de aftermarket para o Brasil e América Latina da Knorr-Bremse.

Ele explica que todo o processo de recuperação é realizado dentro das instalações da própria fabricante do produto original. “Quando a peça usada chega à fábrica ela passa por um criterioso processo de restauração, incluindo a desmontagem dos componentes, inspeção e lavagem das partes. Itens que não são mais utilizáveis têm um descarte correto por meio de práticas em conformidade com as leis ambientais e são substituídos por itens novos e atualizados tecnologicamente. O processo é finalizado com a montagem da peça e testes finais de qualidade. A peça, após remanufaturada, volta ao mercado certificada com originalidade, procedência e a mesma garantia de um produto novo”, destaca.

Germano alerta que ainda há dificuldades específicas que atrasam o crescimento da remanufatura no País, como as de logística reversa e de tributação. “Com a logística reversa é possível garantir que as peças usadas retornem para a indústria e tenham seu devido destino. Mesmo com a falta de incentivos para se obter o casco (peça usada), as fábricas continuam investindo. Entendemos que ao disseminar o conceito e os benefícios dos produtos remanufaturados por meio das ações da Anrap, como foi nossa participação na Fenatran 2015, conseguimos fazer com que o consumidor perceba a grande oportunidade que a remanufatura de produtos representa para a sustentabilidade global e para o meio ambiente”.

“A oportunidade de estar em um evento como esse [Fenatran] dentro do estande da Anrap é excelente, pois além da entidade conferir ainda mais credibilidade ao nosso produto é uma chance de estarmos ainda mais próximos dos nossos consumidores ouvindo as suas necessidades”, comenta Sidney Aguilar Jr., ‎gerente nacional de vendas aftermarket e exportação da BorgWarner. De acordo com o executivo, o produto remanufaturado é capaz de reduzir em até 40% o valor da compra se comparado à peça original.

A Anrap foi fundada em 1994 a partir da associação entre a Cummins, Bosch, Sachs Automotive e TRW. Atualmente, a entidade conta com dez associadas: BorgWarner, Cummins, Delco Remy, Eaton, Garrett, Knorr-Bremse, Schaeffler Brasil (LuK), Wabco, TRW Automotive (que hoje pertence a ZF) e a ZF.