Contudo, o muito já enviado do Brasil para as matrizes estrangeiras em época de vendas aquecidas e dólar depreciado, começou a retornar ao País na forma de investimentos estrangeiros diretos (IED), que vêm aumentando seguidamente nos últimos três anos, especialmente para cobrir os gastos com desenvolvimento de produtos, além de construções e ampliações de fábricas feitas para alimentar um mercado que não aconteceu. No primeiro semestre deste ano os fabricantes de veículos receberam do exterior US$ 2,26 bilhões para custear investimentos, foi o setor industrial que mais recebeu recursos desta natureza no período, em alta de quase 102% sobre o US$ 1,12 bilhão recebidos no mesmo intervalo de 2015. Como o retorno desses aportes foi de apenas US$ 6 milhões de janeiro a junho, o segmento ficou com expressivo saldo positivo de IED de US$ 2,25 bilhões na primeira metade de 2016.

Os empréstimos intercompanhia – que também servem para custear os gastos das filiais – também cresceram bastante no último ano, mas no semestre passado houve retração de 6% nos recursos recebidos das matrizes, de US$ 2,85 bilhões recebidos na primeira metade de 2015 contra US$ 2,68 bilhões no mesmo intervalo de 2016. Mas no sentido inverso a quitação desses empréstimos às matrizes no exterior subiu expressivamente no período, 85,6%, de US$ 1,67 bilhão remetidos de janeiro a junho do ano passado para US$ 3,1 bilhões agora. Com isso, o saldo de empréstimos do setor ficou negativo em US$ 420 milhões, resultado de mais amortizações do que recebimentos.