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Renault: 2013 será o ano da transformação no Brasil

A francesa Renault comemora 2012, o melhor ano da sua história no Brasil, com quase 250 mil veículos vendidos no País, que continua sendo o seu segundo maior mercado. “Devemos fechar 2012 com crescimento de 25% em relação a 2011, enquanto o mercado cresceu em torno de 5%. Abrimos 30 concessionárias, totalizando 235. E nos consolidamos entre as cinco principais marcas”, declarou o presidente da Renault do Brasil, Olivier Murget, em evento que reuniu imprensa e colecionadores de veículos da marca na terça-feira, 11. O executivo diz que “2013 tende a ser o ano da transformação”.
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Redação AB

12 dez 2012

4 minutos de leitura

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De fato, a receita das vendas no próximo ano será um pouco diferente. O executivo revela que 2013 terá menos lançamentos do que 2012 (que teve os novos Clio, Fluence GT, Duster Tech Road, Sandero GT Line, além de Sandero Stepway e Logan com motor 1.6 8 V Hi-Power). Apenas a van Master, em março, chegará às concessionárias com novidades.

Em compensação, segundo Murget, esforços serão direcionados à ampliação da fábrica da Renault, em Curitiba (PR), que a partir de 2013 terá capacidade ampliada em 100 mil unidades para atender a demanda crescente dos modelos Sandero, Duster e Logan. A unidade ficará parada por dois meses (de 8 de dezembro até 7 de fevereiro) para a expansão (leia aqui). Com as obras prontas, o potencial produtivo passará de 280 mil para 380 mil carros/ano (um carro por minuto). Desse volume, 30% serão destinado a exportação.

A unidade de motores, alocada na mesma planta, acompanha o ritmo, incorporando também mais 100 mil unidades por ano. Passará dos atuais 400 mil para 500 mil/ano em 2013, sendo que 40% do volume serão destinados à exportação.

“O ano de 2013 será de transformação porque queremos entrar em um novo patamar, conquistando e atendendo mais clientes. Vamos aproveitar 100% da capacidade da fábrica com o funcionamento de três turnos de trabalho. Serão 10 meses com a responsabilidade de produzir por 12”, afirma o presidente.

Murget diz que a empresa investirá em marketing de varejo em 2013. “Estamos com uma ampla gama de veículos, muitos deles recém-lançados. Agora, temos de fazer com que os consumidores conheçam melhor os nossos modelos, como o novo Clio (vendido desde meados de novembro)”, diz Murget.

Outro investimento para 2013 será na imagem da empresa. O executivo francês admite que muitos brasileiros, que ainda não tiveram um Renault, acreditam que a empresa se dedica à importação de veículos. “Quem já comprou um Renault compra outro de novo, mas consumidores que ainda não tiveram um ainda têm preconceito em relação à marca. Precisamos expandir a nossa participação e divulgar a empresa em todas as regiões do País. Em 2012, por exemplo, conquistamos o direito de nomear um centro de exposições no principal parque de Curitiba (PR), o Parque Barigui, agora Expo Renault Barigui, e uma das principais salas de espetáculos musicais de São Paulo, o antigo Teatro Abril, que passou a se chamar Teatro Renault. Além dessas ações e de investimentos em publicidade, em 2013, aumentaremos a quantidade de concessionárias para 275.”

CRESCIMENTO DO MERCADO

Assim como Carlos Ghosn, presidente mundial da Aliança Renault Nissan, que prevê desaceleração do mercado de veículos brasileiros em 2013 (leia aqui), Olivier Murget também espera crescimento tímido de 2%, metade do avanço do PIB em 2013. “Aposto nessa margem, mas não descarto a possibilidade de ser mais, se houver uma política forte de reduções dos impostos; ou menos, caso não haja incentivos fiscais.”

Ele defende uma política que reduza o custo Brasil a longo prazo. “Tudo sai mais caro para montar aqui do que em qualquer outro país: matéria-prima, logística, eletricidade, processos administrativos, impostos. Tudo isso reduz a nossa competitividade.”

Murguet diz que não tem como absorver as diferenças de preços entre os mesmo veículos montados no Brasil e em outros países. “Neste ano, o preço do carro aumentou em média 2% e a inflação 5,5%. Não tem como mudar a nossa margem. A saída, inevitavelmente, é aumentar os preços.”

A meta da Renault, segundo ele, é atingir 8% de participação de mercado interno até 2016 (atualmente o market share é de 6,7%), em um mercado de mais de 4 milhões de veículos.