Segundo Gustavo Schmidt, vice-presidente comercial da empresa, de janeiro a julho, a Renault cresceu 6,7% no País, enquanto a indústria apresentou tímida expansão de 3%. Atualmente, a marca francesa tem participação em 84% dos segmentos.
Para o presidente da Renault no Brasil, Olivier Murget, esse resultado é justificado pelos três pilares principais da empresa: investimento na rede comercial, ampliação da estrutura local e atualização dos atuais produtos.
Segundo o executivo, a rede comercial cobre 82% de todo território nacional. Hoje são 235 concessionárias espalhadas pelo Brasil e serão 275 em 2013. Em relação ao pós-vendas, já foram inauguradas duas unidades de serviços rápidos e serão 70 até 2016. Até este mesmo ano, 65 concessionárias voltadas aos clientes frotistas, da Rede Pró +, serão abertas.
O complexo industrial Ayrton Senna, localizado em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba (PR), conta com mais de 6 mil colaboradores diretos, sendo 560 engenheiros. Fabrica 224 mil carros, 59 mil comerciais leves e 400 mil motores por ano. A fábrica, contudo, está passando por um processo de aceleração: de 47 passará para 60 veículos produzidos por hora.
MERCADO
Murget prevê que o mercado crescerá 5% em relação ao ano passado, não considerando a prorrogação da redução do IPI, e chegará a 3,6 milhões de automóveis e comerciais leves. Para a Renault, ele espera crescimento entre 15% e 20%.
O vice-presidente comercial, Gustavo Schmidt, diz que 40% das vendas do Sandero são de modelos 1.0 e 60% dos 1.6. Já do Logan, 55% são de 1.0 e 45% de 1.6. No caso do hatch, ele afirma que a expectativa é manter a participação de mercado de 3,2%, já que desde a metade do ano passado, com a chegada do novo Sandero Stepway, houve crescimento na ordem de 54% nas vendas. Ele acredita que a participação de mercado do Logan permanecerá em 1,1%.