“No Brasil, a Aliança Renault Nissan nunca foi tão frutífera e continua a todo o vapor, com parcerias diretas nos departamentos de compras e engenharia que este ano geraram os melhores resultados da história”, afirma Luiz Pedrucci. |
Para o executivo, a Aliança “é uma joia construída ao longo de quase 20 anos que levou à criação da maior fabricante de veículos do mundo com três empresas trabalhando em conjunto”, diz, referindo-se aos 10,6 milhões de veículos produzidos pelas três fabricantes em 2017, que colocaram a associação no topo entre os maiores do setor do mundo. “Mas essa liderança não é um fim em si mesma, o que realmente conta é ter volume e escala para enfrentar os grandes desafios futuros do setor, que vão exigir grandes investimentos. Com produção maior, podemos diluir esses aportes e ser mais competitivos”, avaliou Pedrucci, ao falar com jornalistas pouco antes da cerimônia de comemoração dos 20 anos de produção da fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR).
Pedrucci lembrou que o Brasil é um exemplo para a Aliança, pois foi na planta de São José dos Pinhais que as duas empresas originais da sociedade estabeleceram a primeira parceria real, ao compartilhar a mesma linha de produção na fábrica de veículos utilitários no Paraná, onde os Nissan Frontier e Livina foram produzidos desde 2001 até 2013 ao lado das vans Renault Master. “Depois a Nissan precisou de mais capacidade e abriu sua própria planta em Resende (RJ). Mas aqui as empresas continuam trabalhando normalmente e crescendo com a parceria”, ressaltou o presidente da Renault no Brasil.
Segundo ele, ainda não há data para a Mitsubishi se reunir à sociedade no Brasil. “Ainda é muito cedo para isso. Mas no futuro deveremos explorar sinergias também como há quase 20 anos fazemos com a Nissan”, disse.