
A medida, segundo a fabricante, visa a elevar a taxa de utilização geral das instalações na França para mais de 85% e deve permitir planejamentos de longo prazo para suas unidades até 2020. A Renault ressalta que esse nível de atividade também será benéfico para as unidades que produzem componentes de suspensão, motores e transmissões.
Pelo acordo, a montadora também se compromete a manter a atividade em todos os seus locais de produção na França.
Uma comissão formada por três representantes de cada sindicato envolvido no pacto, além de membros da administração da Renault, será criada para garantir que os termos do acordo sejam cumpridos: a taxa de utilização da capacidade produtiva, a adoção de medidas de caráter social, pesquisa e inovação serão itens obervados e perto pela comissão.
Segundo a agência Reuters, como decorrência desse acordo, nos próximos meses a Renault anunciará planos para produzir mais veículos para a Daimler ou para a Nissan (controlada pela Renault). No acordo assinado com os sindicatos, a Renault se compromete a produzir 80 mil veículos anualmente para marcas parceiras, ajudando a preservar empregos na França.
Ainda de acordo com a Reuters, Ghosn admitiu que o sucesso do acordo dependerá parcialmente de reconquista de consumidores para a própria Renault na Europa.