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Mário Curcio
De uma só vez, a Renault começou a vender dois modelos elétricos na Europa, o Fluence Z.E. e o Kangoo Z.E. As iniciais são de Zero Emission, já que não produzem poluentes quando rodam. O sedã custa em euros o equivalente a R$ 47,5 mil e o utilitário, cerca de R$ 33,5 mil. A Renault ainda não planeja trazê-los ao Brasil.
O lançamento da linha elétrica implicou bem mais que desenvolver veículos. Era preciso oferecer soluções no momento da recarga das baterias. A aliança Renault-Nissan fez parcerias com autoridades públicas, operadoras e empresas de distribuição de energia elétrica, centros comerciais e hotéis para que o comprador tenha abastecer seu carro.
Durante o Salão de Frankfurt, que ocorreu em setembro na Alemanha, a Renault afirmou que haverá cerca de 50 mil pontos de recarga em 2012. A montadora adotou baterias de íons de lítio e por contrato e é proprietária desses acumuladores. O comprador do carro assina um contrato de aluguel que lhe dá direito a ter sempre uma bateria carregada e a montadora se compromete a alugar acumuladores com mais de 75% de capacidade.
A autonomia (185 quilômetros) continua sendo um fator de limitação dos veículos elétricos e os novos Renault Z.E. não escapam dessa realidade. Por isso, são mais voltados ao uso urbano. O Fluence Z.E. atinge 135 km/h, bem menos que a versão brasileira, por exemplo, cujo motor flexível pode levá-lo a 200 km/h.
O Kangoo Z.E. também tem desempenho contido, mas traz como vantagem extra a possibilidade de transportar passageiros ou carga. Quando esteve no Brasil no início deste mês, o presidente mundial da aliança Renault Nissan, Carlos Ghosn, recordou a importância desse utilitário para a Renault em nível mundial. No Brasil, porém, a versão à venda está defasada em uma geração quando comparada à europeia.
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