
“Se chegamos a esse tipo de acordo em uma nação da Europa, vamos tentar obter o mesmo resultado de forma diferente em outro país”, disse Ghosn em recente entrevista. O executivo sabe que não é possível replicar o acordo espanhol, mas recorda que o governo francês já tomou medidas para reforçar a indústria local com uma proposta de legislação que pode tornar mais flexíveis as regras trabalhistas.
Em 2012, a Renault fechou acordo com os sindicatos espanhóis para aumentar a produção e a contratação, em troca de regras trabalhistas mais flexíveis e da possibilidade de admitir pessoal temporário com salários mais baixos. O acordo permite que fábricas trabalhem sete dias por semana e que os reajustes salariais fiquem abaixo da inflação.