
Com o empreendimento, a Renault faz sua primeira grande ofensiva no país. Em 2015 a empresa vendeu apenas 23 mil carros na região, número inexpressivo comparado ao mercado de 20 milhões de veículos. Até então, a estratégia era dar prioridade aos negócios da parceira Nissan. Além de inaugurar fábrica local, a Renault expande sua rede de concessionárias, que saltará de 125 casas para 150 lojas até o fim deste ano.
Apesar de ser o maior mercado global, a China vem perdendo o vigor de seu crescimento e a marca francesa começa a produzir no país justamente no momento em que as vendas desaceleram. A expectativa é de que o mercado interno cresça de 4% a 6% em 2016, porcentual bem mais tímido do que os avanços de dois dígitos registrados em anos anteriores.
Além do Kadjar, a planta montará a versão elétrica do sedã Fluence a partir de kits CKD importados da Coreia. A operação deve ser restrita a poucas unidades, já que a o modelo tem custo elevado no mercado chinês.