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Renault interrompe a produção para ouvir Carlos Ghosn

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cria

06 out 2011

4 minutos de leitura

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Mário Curcio, AB
De Curitiba

A Renault de São José dos Pinhais emprega cerca de 6 mil trabalhadores. Boa parte deles se reuniu durante a tarde da quarta-feira, 5, por conta da visita do presidente mundial da aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn.

O executivo subiu no palanque e iniciou um discurso lembrando que o Brasil se consolida como o segundo maior mercado da Renault no mundo, perdendo apenas para a França. Ghosn afirmou que a rede de concessionárias praticamente duplicará no País até 2016, ou seja, deve se aproximar de 400 revendas, já que a meta é terminar 2011 com 200 autorizadas.

Ghosn então revela aos colaboradores o que já havia anunciado à imprensa pela manhã, a ampliação do que eles chamam de CVP, a ala da fábrica de São José dos Pinhais destinada aos veículos de passeio, que consumirá R$ 500 milhões nos próximos cinco anos, gerando 2 mil novos empregos. Nesse momento, o governador do Estado do Paraná, Beto Richa, pega carona na festa, também arranca para si alguns aplausos e volta a cutucar o governo anterior, que se arriscou a perder para outra unidade da federação o investimento da montadora.


Carlos Ghosn (esq.) fala os funcionários sobre a expansão da fábrica de São José dos Pinhais (PR); governador Beto Richa pega carona na festa, que interrompeu a produção em parte da tarde desta quarta-feira, dia 5

Atualmente, a unidade de carros de passeio tem uma linha de montagem flexível, ou seja, capaz de montar o novo Duster, o Logan, o Sandero e a perua Grand Tour (esta nem mesmo compartilha plataforma com os demais). É estranho ver carros diferentes misturados durante as etapas de produção.

Segundo a empresa, eles nem mesmo seguem uma ordem lógica ou fixa. A entrada na linha obedece a demanda de mercado, motivo pelo qual o Duster é hoje o rei do pedaço por ali.

A ampliação da fábrica não criará uma segunda linha, mas sim condições para que esta atual aumente sua velocidade de 40 para 60 carros por hora. Os espaços estão visivelmente apertados por ali. As divisões de soldagem trabalham muito próximas uma da outra e em ritmo acelerado.

A estamparia já entrou em fase de expansão. Vale dizer que esse é hoje o único setor em que os plantões permanecem nos fins de semana. Ali são formadas as peças não só dos Renault como também dos modelos Nissan produzidos no complexo (a picape Frontier e a família Livina).


Setor de estamparia já começou a ser ampliado no complexo. Renault Duster passa pela inspeção final. Modelo é o novo rei do pedaço na fábrica de carros de passeio

Fotos: Mário Curcio