O adiamento ocorreu por causa de divergências entre os parceiros sobre questões de marca. Ghosn afirmou que o minicarro, chamado ULC (custo ultra baixo, em inglês), será o mais barato da Índia quando for apresentado. As companhias pretendem desafiar a Tata Motors, que vende o Nano, o carro mais barato do mundo, com preços a partir de US$ 2,5 mil.
O Nano levou montadoras como Renault, Nissan, General Motors e Hyundai a estudar o desenvolvimento de seus próprios minicarros para a Índia, onde as vendas anuais deverão crescer para 3 milhões de unidades em 2016. No ano fiscal encerrado em 31 de março deste ano, foram vendidos 1,2 milhão de veículos na Índia.
“Nós temos trabalhado há muito tempo no carro de custo ultra baixo. Ontem, nós fizemos um acordo” com a Bajaj Auto, afirmou Ghosn. “Nós temos uma definição clara não apenas do produto, mas também em termos de custo, geometria e mesmo em termos de eficiência no consumo de combustível”, disse.
Quando anunciaram o minicarro, no ano passado, as companhias afirmaram que formariam uma joint venture para produzi-lo. A Bajaj Auto teria 50% de participação, enquanto a Nissan e a Renault teriam 25% cada uma. No entanto, um acordo formal ainda precisa ser assinado.
Hoje, Ghosn afirmou que, inicialmente, o carro será produzido pela Bajaj, a segunda maior fabricante de motos da Índia em volume de vendas. Ghosn também disse que a Renault-Nissan está aberta para formar uma joint venture com a Bajaj, se necessário.
Separadamente, Simon Sproule, porta-voz da Renault-Nissan, afirmou que o que há por enquanto é um acordo verbal. “Os dois CEOs (Ghosn e Rajiv Bajaj) se reuniram e concordaram em certos pontos. Nenhum contrato foi assinado até agora”, afirmou. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Danielle Chaves, Agência Estado.