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Renault-Nissan deve chegar à liderança mundial neste ano, diz Ghosn

Presidente prevê superar Volkswagen e Toyota em volume de vendas
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Redação AB

20 jun 2017

2 minutos de leitura

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O presidente do conselho administrativo da Aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn, declarou que seu grupo poderia superar rapidamente os volumes de vendas do Grupo Volkswagen e da Toyota, chegando à liderança do mercado mundial. Segundo a agência de notícias Automotive News, Ghosn acredita que deve alcançar tal feito ainda neste ano. Em 2015, ele afirmou que a aliança seria uma das três maiores montadoras do mundo em 2018.

“Estamos entre os três maiores fabricantes de automóveis desde janeiro em volume de vendas e esperamos estar no primeiro lugar até meio ano, embora esse não fosse nosso objetivo”, disse Ghosn aos acionistas na reunião anual da Renault na semana passada.

A aposta de Ghosn se sustenta não só pelo fato de adicionar aos seus dados a Mitsubishi, que vendeu cerca de 934 mil veículos em 2016 e da qual assumiu o controle em outubro do ano passado (leia aqui). No geral, até abril, as vendas globais da aliança cresceram 8% no comparativo anual, enquanto Toyota registrou alta de 6% e Grupo VW diminuiu 1%. Segundo dados de mercado da Jato Dynamics, a empresa está mesmo perto do líder e do vice-líder globais de vendas de veículos: de janeiro a abril, o Grupo VW vendeu 3,32 milhões de unidades, e a Toyota, 3,06 milhões, enquanto Renault-Nissan somaram 3,02 milhões.

Segundo o analista automotivo da Jato Dynamic, Felipe Munhoz, não há certeza de que a Aliança Renault-Nissan, que agora também conta com Mitsubishi, poderia subir para o pódio do ranking global já neste ano, mas ele classifica o grupo franco-nipônico à frente das concorrentes diretas Volkswagen e Toyota em termos de crescimento futuro, dada a agressividade da empresa em SUVs e veículos elétricos, além do potencial na China e em outros mercados.

“A Renault-Nissan está apontando na direção certa de muitas maneiras. Eles estão gerenciando suas marcas muito bem: quando a Renault é fraca, a Nissan é forte e vice-versa”, disse o analista.

Ele acredita ainda que a aliança poderia permanecer no top três por muito tempo, salvo em caso de novas fusões ou aquisições por outras empresas globais. Em parte porque a General Motors, agora a quarta no ranking global, concentra-se nas operações domésticas (Estados Unidos), com a venda das suas marcas europeias Opel/Vauxhall para o Grupo PSA e sua retirada do mercado indiano.