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Renault-Nissan e Rio oficializam acordo para fábrica de elétrico

O Governo do Rio de Janeiro e a aliança Renault-Nissan assinaram no começo da tarde da terça-feira, 18, protocolo de intenções multilateral que oficializa os estudos de implantação de uma fábrica de veículos elétricos no Estado, cerimônia que estava marcada para 8 horas da terça-feira, 18, mas que foi adiada por causa das manifestações que acontecem em todo País (leia aqui).
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Redação AB

18 jun 2013

4 minutos de leitura

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Petrobras Distribuidora, Light, Ampla e Rio Negócios (Agência de Promoção de Investimentos do Rio de Janeiro) também assinaram o protocolo se comprometendo a ajudar nos estudos acerca da infraestrutura necessária para fabricação e funcionamento dos elétricos no Estado.

No dia 16 de abril, o governo carioca já havia publicado no Diário Oficial um decreto para oficializar a criação do GT Veículos Elétricos, um grupo de trabalho que estuda desde maio a infraestrutura e a localização ideal para a implantação de uma fábrica de veículos elétricos no Estado. Coordenado pelo Programa Rio Capital da Energia, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedeis), o grupo conta com representantes de várias secretarias estaduais e das empresas envolvidas.

Maria Paula Martins, coordenadora do Programa Rio Capital da Energia, explica que a partir dos estudos do grupo é que seria viabilizada uma planta de elétricos da Nissan, pioneira nesse tipo de veículo no mundo. “O Estado não teria participação nessa fábrica. O investimento é privado”, comentou. Mas incentivos do governo estadual poderão ser concedidos, como já vem acontecendo com outras montadoras, que têm parte do ICMS financiado durante fase de investimento, por exemplo. Especula-se que o investimento na nova fábrica seria de R$ 400 milhões.

Em comunicado distribuído na terça-feira, a Renault-Nissan salienta que está fortemente comprometida com a tecnologia de emissão zero e que, juntas, as empresas da aliança já investiram € 4 bilhões nas últimas décadas para desenvolver carros elétricos que têm conquistado espaço no mercado. As duas marcas já venderam juntas aproximadamente 100 mil elétricos. São eles o subcompacto Zoe, a versão elétrica do sedã Fluence, o veículo urbano de dois lugares Twizy e o furgão Kangoo Z.E.

Entra também nesta lista o Nissan Leaf, o primeiro veículo 100% elétrico a ser produzido em larga escala, lançado comercialmente em dezembro de 2010. O Leaf é o modelo com mais chances de ser produzido no Rio, pois já circula no Estado – e também por São Paulo – como táxis (leia aqui) e viatura policial (leia aqui).

“A Renault e a Nissan estão na vanguarda dos veículos movidos à eletricidade. Esta nova iniciativa reafirma nosso compromisso global de oferecer mobilidade urbana sustentável com conforto e prazer de dirigir”, afirmou Carlos Ghosn, CEO da Aliança Renault-Nissan, durante a cerimônia de assinatura.

PARCERIAS

Enquanto a Renault-Nissan fica com o papel de fabricar o elétrico, a Petrobras Distribuidora se responsabiliza pela recarga dos veículos em postos de serviços de bandeira Petrobras no Rio de Janeiro.

A Rio Negócios representará a Prefeitura da cidade com a missão de desenvolver o polo setorial e consolidar a inteligência dessa nova atividade no País. “Aceleramos projetos e facilitamos a instalação de empresas na cidade, conectando os setores público e privado. O Rio liderará esta inovação industrial”, prometeu Marcelo Haddad, presidente da Rio Negócios.

A Light, concessionária de energia elétrica, realizará estudos para a implantação de infraestrutura para rede de carregamento desses veículos. “A Light está empenhada em apoiar essa iniciativa, voltada também para a sustentabilidade”, afirmou Paulo Roberto Pinto, presidente da Light.

A Ampla, concessionária de distribuição de energia, se empenhará para garantir energia suficiente para o abastecimento no Estado. Marcelo Llévenes, presidente da Ampla, comentou: “Fazer parte de um projeto de veículos elétricos confirma a aposta estratégica da companhia no desenvolvimento e na pesquisa de redes inteligentes de energia como base do novo modelo energético.”

“Queremos fazer do Rio de Janeiro um centro de referência mundial na energia do século 21, repetindo a vocação que o Estado já possui na área de energia tradicional”, concluiu o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio, Julio Bueno.