Ficou estabelecida participação de 17,9% ao governo com direito ao voto na companhia francesa. Este porcentual pode aumentar para 20% em casos incomuns, em reuniões que contem com número muito alto de acionistas para decisões não-estratégicas. Outra medida é que as montadoras parceiras mantenham a participação que já têm uma na outra sem, no entanto, permitir que o governo francês interfira na empresa japonesa. As medidas entram em vigor em abril de 2016. Dessa forma fica assegurada a independência da Nissan.
A tensão entre a aliança e o país começou em abril deste ano, quando o ministro da Economia, Emmanuel Macron, aumentou a presença da França no controle acionário da empresa sem consultar ou informar Ghosn. O movimento pretendia garantir que o governo tivesse condições de vetar qualquer medida de alto impacto nos interesses locais, como cortes de empregos, por exemplo.
O mal-estar causado pela ofensiva chegou à Nissan. Internamente, começou a crescer a pressão para que a empresa aumentasse a presença na montadora-irmã, já que a Renault tem 43,4% de participação na Nissan, mas a empresa japonesa detém apenas 15% das ações da Renault.