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Renault Nissan Mitsubishi detalham estratégia de eletrificação e conectividade para 2030

Roadmap inclui cinco novas plataformas para powertrain elétrico; investimento em baterias sólidas e ampliar conectividade e automação de veículos
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Redação AB

27 jan 2022

3 minutos de leitura

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A Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi anunciou na quinta-feira, 27, detalhes de sua estratégia 2030. O plano inclui investimento de € 23 bilhões em veículos elétricos, inteligentes e conectados. Nos próximos cinco anos, 35 modelos chegarão ao mercado.

Segundo comunicado da Aliança, 90% dos novos carros serão baseados em cinco novas plataformas para powertrain elétrico, que cobrem a maior parte dos grandes mercados (Europa, Japão, EUA e China). Com o compartilhamento da arquitetura e de boa parte dos componentes, as montadoras esperam tornar os veículos elétricos mais acessíveis em termos de preço.


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Plataformas exclusivas para carros elétricos

A CMF-AEV, plataforma elétrica global e flexível, já estará nas ruas nas próximas semanas, como base do crossover elétrico Nissan Ariya e do Renault Mégane E-Tech Electric. A base é referência para a nova geração de elétricos da Aliança e conta com um novo motor elétrico de alta performance e bateria extremamente fina. Até 2030, a tecnologia será usada por até 1,5 milhão de carros produzidos anualmente de 15 modelos diferentes.

Em 2024, será lançada a CMF-BEV, aposta da Aliança como a “plataforma elétrica compacta mais competitiva do mundo”. A estrutura garante até 400 km de autonomia para os carros, com redução de 33% dos custos e até 10% do consumo de energia em comparação ao Renault Zoe atual. A tecnologia será base para carros da Renault, Alpine e Nissan, incluindo o Renault R5 e o novo elétrico compacto que substituirá o Nissan Micra.

Além dessas, as empresas apostam nas plataformas CMF-AEV, base do novo Dacia Spring; LCV-EV, plataforma destinada aos clientes profissionais, base do Renault Kangoo e do Nissan Town Star; e na plataforma KEI-EV (miniveículo), para veículos elétricos ultracompactos.

Baterias serão até 65% mais baratas

Outro pilar para a redução de custos dos carros elétricos são as baterias, hoje o item mais caro da produção desses veículos. O conglomerado firmou parcerias para reduzir os custos das baterias pela metade até 2026 e até 65% até 2028.

Com a estratégia, até o final da década, a capacidade de produção das empresas envolvidas será de 220 GWh para baterias de veículos elétricos, considerando todas as plantas-chave de produção em todo o mundo.

Além disso, a Nissan vai liderar as inovações no desenvolvimento de tecnologia de baterias em estado sólido, que terá o dobro de densidade de energia em comparação com a tecnologia de íon-lítio utilizadas atualmente.

O objetivo é que as baterias sólidas sejam produzidas em massa até 2028 e derrubem os custos para US$ 65 por KhW, valor mais competitivo com os preços de veículos a combustão.

Carros elétricos serão conectados e autônomos

A mobilidade conectada e inteligente também é um dos pilares da estratégia para 2030: as empresas pretendem ter mais de 10 milhões de veículos, de 45 modelos diferentes, equipados com sistemas de condução autônoma até 2026.

Atualmente, 3 milhões de veículos estão conectados à Alliance Cloud, com trocas de dados permanentes. Até 2026, serão mais de 5 milhões por ano, com um total de 25 milhões de carros em circulação. A Aliança também será a primeira fabricante global que produz modelos de vários segmentos a lançar o ecossistema Google em seus carros.

Para 2025, chegará ao mercado o que a empresa chama de primeiro full software defined vehicle. Com este veículo, a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi vai aprimorar a performance em termos de OTA (Over-the-Air), o que significa mais integração do carro com o ecossistema digital do cliente, com a promessa de uma experiência personalizada, serviços novos, além de custos de manutenção reduzidos.