
A Aliança Renault-Nissan anuncia a criação de uma joint venture com a Dongfeng para o desenvolvimento, produção e venda de veículos elétricos na China. Pelo acordo, a Renault terá 25% da nova empresa denominada eGT, a Nissan outros 25% e a Dongfeng os 50% restantes. O primeiro modelo será um SUV elétrico baseado em uma plataforma da aliança, que será montado na fábrica da Dongfeng em Shiyan, cuja capacidade é de 120 mil unidades por ano, e com início da produção previsto para 2019.
É o segundo anúncio de parceria entre montadoras para produzir elétrico na China em menos de uma semana. Na última quarta-feira, 23, a Ford anunciou que se juntará à Anhui também em uma joint venture com foco em elétricos para o mercado chinês (leia aqui).
Além de ser o maior mercado automotivo do mundo, a China também é o país que mais consome carro elétrico: em 2016, foram emplacadas mais de 256,8 mil unidades, mais que o dobro do ano anterior, segundo dados da CAAM, associação que reúne as montadoras locais. Neste ano, até julho, as vendas apontam para crescimento de 33,6% das vendas de elétricos e alta de 37% em sua produção.
“Estamos confiantes em atender às expectativas dos clientes chineses e fortalecer nossa posição global de liderança de veículos elétricos”, declarou em nota o presidente e diretor-executivo da Aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn.
“Este projeto é o resultado de um esforço conjunto para desenvolver veículos elétricos para o mercado chinês pelo ‘Triângulo de Ouro’, formado por Dongfeng, Renault e Nissan, com um modelo de negócios inovador. Esperamos encontrar atender à transformação do mercado na China, na qual os carros estão se tornando leves, elétricos, inteligentes, interconectados e compartilhados. Isso também é testemunho de uma cooperação estratégica aprofundada e reforçada entre as três partes”, acrescentou o presidente da Dongfeng, Zhu Yanfeng.