
O avanço acelerado provoca dores do crescimento: para seguir com a expansão da fábrica brasileira, que passará do ritmo atual de 47 veículos por hora para 60, a Renault terá de paralisar a linha de produção por oito semanas, de 8 de dezembro até 8 de fevereiro, justamente quando as vendas sobem com a chegada do fim do ano. “Por isso atrasamos um pouco a parada, que estava programada para 15 de novembro. Fizemos estoque de dois meses”, explica Schmidt. Ele calcula que dessa forma não haverá falta nas concessionárias dos dois campeões de vendas da marca no País, Sandero e Logan, que são produzidos no Paraná. Também ajuda a chegada do Clio renovado (leia aqui), o modelo de entrada lançado esta semana, feito na Argentina e portanto não afetado pela paralisação da produção no Brasil.
Para Schmidt, a parada em São José dos Pinhais, somada ao provável fim do desconto do IPI, traça um cenário de desaquecimento no início de 2013. “Teremos um primeiro trimestre fraco. Já estimamos que nesse período vamos sofrer com queda nas vendas de 15% a 20% em relação ao ano anterior”, diz. “Queremos no ano que vem fazer em 10 meses o que fazemos em 12.”
De janeiro a outubro deste ano, o crescimento das vendas da Renault chegou a 34% em relação a idêntico intervalo de 2011. “Este porcentual deve cair a 25% até o fim do ano porque a base de comparação com o mesmo período do ano passado é muito alta”, explica Schmidt. “Mas já consideramos 2012 um ano fantástico para a Renault.”
A marca francesa tem hoje participação de 6,7% nas vendas totais de veículos leves no País e já estima passar de 7% em 2013 com a chegada do reforço do Clio, o mais barato carro popular do mercado brasileiro até o momento. Schmidt avalia que ainda há espaço para crescer mais: “Prova disso é o nosso share nas 26 capitais brasileiras mais o Distrito Federal, que chega a 8,2%, porque estamos mais presentes nessas localidades”, diz. Ele afirma que a rede Renault já cobre 82% do território e o objetivo é continuar crescendo.