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Giovanna Riato, AB
A Renault admitiu nesta segunda-feira ter se precipitado ao demitir três executivos em janeiro deste ano após uma denúncia anônima de espionagem industrial. A acusação era de que os profissionais teriam roubado informações sobre projetos na área de veículos elétricos para vender a montadoras chinesas.
Michel Balthazard, diretor dos projetos de desenvolvimento da companhia e um dos seus principais executivos, foi um dos penalizados após a denúncia. O caso foi levado à Procuradoria Paris, que não conseguiu comprovar a acusação já que as demissões foram feitas com base em acusações verbais.
Em comunicado, a Renault agradece os esforços na investigação e reconhece o erro. “Carlos Ghosn, CEO da companhia, e Patrick Pelata, COO, apresentam as suas sinceras desculpas e arrependimentos, pessoalmente e em nome da Renault, para os Srs. Balthazard, Rochette e Tenenbaum, que foram injustamente acusados neste caso”, afirma o documento.
A montadora deve readmitir os executivos e comprometeu-se em fazer todas as reparações necessárias. Segundo informação divulgada pela agência Automotive News Europe, Ghosn e Pelata planejam abrir mão de seus bônus após o ocorrido.
