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Mário Curcio, AB
De Curitiba
O presidente mundial da aliança Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, anunciou nesta quarta-feira, 5, o investimento de R$ 500 milhões para ampliação das instalações da fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná. A informação foi dada em entrevista coletiva concedida na sede provisória do governo do Estado do Paraná.
O dinheiro será aplicado na unidade de produção de carros de passeio, que passará de 224 mil para 324 mil veículos por ano. Atualmente, são feitos ali Logan, Sandero e o novato Duster. A produção da planta ocorre em três turnos desde maio deste ano e estaria restrita a 40 carros por hora. Passará a 60 unidades/hora com a ampliação, compra de equipamentos e a consequente contratação de 2 mil funcionários (mil até o fim do ano e outros mil até 2015).
Com isso, Ghosn reafirmou a intenção de elevar a participação da Renault dos atuais 5,2% para 8% até 2016. O executivo estava ao lado do atual governador do Paraná, Beto Richa, e disse que estudava com pelo menos outros quatro Estados esse novo aporte financeiro. “Decidimos pelo Paraná pela estrutura oferecida como o porto de Paranaguá, as rodovias e a proximidade com mercados como a Argentina, o Paraguai e o Uruguai”, afirma.
Para ganhar participação não bastará volume: “Teremos 13 novos produtos até 2016”, disse, sem revelar detalhes sobre os modelos que chegarão. Assim como na manhã anterior, durante o lançamento do utilitário esportivo Duster, o presidente mundial da companhia voltou a frisar que não acredita em crescimento sólido no Brasil se os produtos feitos aqui não tiverem grande conteúdo local.
Ele citou Índia e China, cujos índices de nacionalização estão em torno de 90%. O executivo disse querer resolver problemas no Brasil que comprometem o aumento desse conteúdo e cita o aço como exemplo: “Exportamos minério de ferro e importamos o aço da Coreia do Sul porque o nosso é um dos mais caros do mundo. Alguma coisa está errada”, disse.
Tanto o governador Beto Richa como Carlos Ghosn culparam o governo anterior (representado por Roberto Requião) de não ter firmado entendimentos anteriores. “Estive várias vezes no Brasil nos últimos oito anos no Brasil e nunca me reuni com o ex-governador”, disse Ghosn.
Beto Richa comemora o investimento da Renault: “Há dados que mostram que cada emprego direto implica a geração de seis indiretos.”
De Curitiba, Ghosn irá ao Rio de Janeiro, onde, na quinta-feira, revelará detalhes da nova fábrica que a Nissan terá no polo fluminense. O convênio com o governo do Estado do Rio de Janeiro será assinado no Palácio das Laranjeiras às 9h30.
Automotive Business também acompanhará esta nova viagem de Ghosn. Na reportagem sobre o lançamento do Renault Duster de nosso portal você confere também os depoimentos de Ghosn sobre IPI e sua opinião sobre a necessidade das indústrias de investir aqui.
A coletiva de imprensa no Rio de Janeiro será transmitida em www.nissan.com.br/transmissaoaovivo.