Durante lançamento do novo Logan (leia aqui), Gustavo Schmidt, vice-presidente comercial da Renault, disse que manter-se no mesmo patamar de vendas do ano passado já é uma vitória para a fabricante de origem francesa. Isso porque nos dois primeiros meses de 2013, a Renault parou a sua fábrica de veículos leves para elevar a produção de 280 mil para 380 mil unidades por ano. No primeiro semestre, com apenas quatro meses em operação, viu sua participação cair para 5,9%. Mas, a partir do segundo, engatou uma retomada, e chegou aos 6,4% atuais, atrás de Fiat (21,6%), Volkswagen (18,7%), GM (18,2%) e Ford (9,3%).
Uma das estratégias para ganhar mercado, segundo o executivo, será levar a Renault para o interior dos estados. Para tanto, a empresa acaba de criar duas novidades. Uma delas é a “Box Store”, uma loja intinerante, como um container, que pode ser instalado em locais mais distantes ou inusitados, como em uma praia. A ideia, explica Schmidt, é se aproximar do público para posteriormente abrir uma concessionária no local. A outra alternativa é a “Master Intinerante”, que também vai rodar pelo País para divulgar os veículos Renault. Atualmente, a Renault conta com 275 pontos de vendas no Brasil (40 deles construídos apenas este ano).
Ampliação e renovação de seu portfólio de veículos também entra em jogo para conquistar os consumidores. Este ano o principal lançamento da Renault foi o Logan, que introduz o novo design global da marca, mas serão mais nove modelos até 2016, como assegura o vice-presidente.
“O objetivo da Renault é ter 8% de participação de mercado até 2016. Por isso, apostamos em novos produtos, mais concessionárias e na produção a todo vapor no Paraná, onde temos feito um carro por minuto”, comenta Schmidt.
Com estes três ingredientes, o executivo acredita que é possível competir com segurança no mercado de automóveis brasileiro “que tem sido diretamente impactado pela oscilação do dólar, altos juros e inflação”. “Devemos encerrar 2013 com pouco mais de 3,6 milhões de automóveis e comerciais leves vendidos, praticamente no mesmo patamar de 2012. Em 2014, além destes desafios econômicos que já vem sendo enfretados, haverá mais dois fatores impactantes, as eleições no País e uma possível retomada de mercados em crise, principalmente o europeu e o americano. Sendo asim, espero estabilidade ou crescimento pequeno nas vendas internas.”
O executivo ressalta que há 15 anos, em 1998, quando deixou de ser importadora, a Renault vendeu 19.123 veículos no Brasil. Hoje, a marca consegue emplacar este volume em apenas um mês.