
O anúncio foi feito nesta terça (10), em Paris. Ainda de acordo com os planos da empresa, o objetivo é que a nova divisão represente, até 2030, 20% do faturamento do Grupo Renault. Desta forma, a Mobilize mostra-se estratégica para a montadora equilibrar as finanças. Em fevereiro, a Renault registrou lucro anual pela primeira vez depois de três anos, contudo as vendas seguem em queda pelo terceiro ano consecutivo.
“A missão da Mobilize é ser o pivô que vai direcionar o Grupo Renault para uma nova mobilidade e uma forma de se envolver em negócios mais rentáveis e, portanto, criar valor”, disse o CEO da Renault, Luca de Meo.
Compartilhamento e locação de carros elétricos

A Mobilize seguirá lógica parecida com as divisões de mobilidade de outras montadoras. A empresa da Renault investirá em serviços de compartilhamento de veículos, carros por assinatura e leasing, e promete, para breve, o anúncio de contratos com grandes empresas destes segmentos.
A companhia já prometeu veículos elétricos para tais operações, que serão produzidos em mercados de baixo custo. Um deles será o sedã Limo, produzido na China para serviços de táxi e aluguel, e que será lançado ainda esse ano. Em 2023 será a vez do Duo – espécie de versão atualizada do quadriciclo Twizzy -, que ganhará uma variante para carga.
Para 2026, é aguardado o Hippo, furgão 100% elétrico para entregas. Entra na conta da Mobilize também o Dacia Spring, subcompacto zero combustão baseado no Kwid que já opera na Europa.
No Brasil, a Mobilize tem feito parcerias. A mais recente prevê a instalação placas fotovoltaicas em vagas na sede do Governo do Paraná.