
A missão do novo Master é manter a liderança conquistada pela Renault nos últimos seis meses no segmento de comerciais leves grandes (vans, furgões e minicaminhões chassi-cabines), com 24,4% de participação no segmento atualmente. As vendas do modelo vêm registrando avanços expressivos ano a ano desde 2009, quando foram emplacados 3.853 Master, o volume que cresceu para 8.662 em 2012, com incremento de 25%, e de 16% na comparação com 2011. Enquanto no ano passado o mercado de utilitários encolheu 0,8%, as vendas da marca francesa cresceram 24,5% – incluindo aí também a multivan Kangoo.
“Com o lançamento aqui da nova geração do Master, creio que este ano vamos avançar ainda mais e podemos até ter limitações de produção para atender toda a demanda”, confia Frédéric Posez, diretor de marketing da Renault Brasil. De acordo com ele, o principal vetor de crescimento da marca no segmento de comercias tem sido o amento de foco. “Criamos uma equipe focada nessa área, abrimos a rede especializada em comerciais Pro+ (que chega este ano a 53 pontos) e mantivemos preços competitivos com boa relação custo-benefício.”
REDUÇÃO DE CUSTOS
O novo Master tem 12 versões e, segundo Posez, não houve aumento significativo de preços em nenhuma delas. “Houve até redução. Na van de passageiros topo de linha o valor caiu R$ 10 mil”, diz o executivo.

Master renovado tem versões para passageiros, furgão fechado e envidraçado (à direita)
A opção mais barata é a chassi-cabine com capacidade para 1,8 mil quilos, que sai por R$ 85.710. O veículo pode receber um baú de até 14,5 metros de comprimento e abrigar 8 metros cúbicos de carga. A Renault tem transformadores para fazer o serviço sem perda de garantia. Existem ainda três opções de furgões fechados, três furgões envidraçados, um minibus escolar e quatro modelos para passageiros, que levam até 16 pessoas.
Para ganhar mercado, a Renault salienta a redução do custo de utilização da nova geração. Nos primeiros 60 mil quilômetros as revisões foram cortadas de quatro para três e o valor básico a ser gasto nesse período caiu perto de 50%, de R$ 4,3 mil na versão anterior para R$ 2,2 mil agora, contra R$ 3,9 mil nas quatro revisões do principal concorrente, o Fiat Ducato. Foi aumentado o tempo de troca do filtro de óleo para 20 mil km e do líquido de arrefecimento para 160 mil km.
O novo motor diesel M9T – ainda importado da França – teve a capacidade volumétrica reduzida de 2,5 para 2,3 litros e, ainda assim, ganhou em eficiência. A potência subiu de 115 para 130 cavalos, mas o consumo caiu um pouco. Outro fator de economia é a árvore de comando acionada por corrente, que não precisa de trocas periódicas como é o caso da correia dentada de borracha usada na geração anterior.
Ajudam também a aumentar a eficiência o novo computador de bordo com indicação de consumo e o Gear Shift System, que alerta o motorista sobre o melhor momento para trocas de marcha em condução econômica. O Oil Control System avisa o tempo correto para completar o óleo ou fazer trocas.
TUDO NOVO

Faróis alongados e lanternas maiores. No interior, painel também é novo.
Além do motor, tudo é novo no Master que chega às concessionárias Renault este mês. Por fora, o design foi renovado, incluindo faróis alongados na dianteira, lanternas maiores na traseira e comprimento que cresceu 30 centímetros, garantindo 17 centímetros a mais na porta corrediça lateral e espaço maior no compartimento de bagagem das versões para passageiros, que cresceu para mil a 1,7 mil litros, dependendo da versão.
Por dentro também tudo mudou, com volante inclinado a 45 graus que traz ganho de conforto na posição de dirigir (mais ao estilo de um automóvel de passeio). A grande área envidraçada do para-brisa fornece o maior ângulo de visão da categoria, segundo o fabricante.
A segurança melhorou: agora o utilitário da Renault vem de série com airbags frontais e freios com ABS (sistema antitravamento). Com isso, a distância de frenagem de 100 a 0 km/h caiu de 48 para 44 metros.