
A Renault retomou na segunda-feira, 11, a produção de suas quatro fábricas em São José dos Pinhais (PR) após uma semana de paralisação ocorrida por falta de componentes. A medida, viabilizada por meio de concessão de férias coletivas, envolveu a produção de automóveis, de comerciais leves, motores e injeção de alumínio.
A fabricante opera no Paraná em dois turnos com cerca de 6 mil funcionários diretos. A falta de chips já havia interrompido a produção no ano passado, o que levou a Renault a aplicar medidas como suspensão dos contratos de trabalho (o lay-off) e também a conceder férias coletivas.
São produzidos na unidade paranaense os modelos Kwid, Sandero, Logan, Duster, a picape Duster Oroch, cuja versão reestilizada foi apresentada na terça-feira, 12, e o SUV Captur, além do utilitário Master, blocos e cabeçotes de motor.
A falta de semicondutores tem afetado as montadoras como um todo, em maior ou menor grau, uma vez que seguem os gargalos de produção do componente na Ásia por causa da pandemia.
Apesar dos desafios, a Renault programou investimentos para a unidade do Paraná, onde em 2023 será produzido um novo SUV, ainda inédito no mercado brasileiro, já sob a novíssima plataforma modular CMF-B. Afora o novo automóvel, a montadora também produzirá ali um novo tipo de motor 1.0 turbo. Os valores de investimentos ainda seguem em sigilo.
