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Giovanna Riato, AB
De Lisboa, Portugal
A Renault é a primeira marca a anunciar o lançamento de uma linha completa de veículos elétricos, que pretende atender desde a demanda por mobilidade individual urbana até a procura por comerciais leves de trabalho. Com o projeto, que receberá investimentos de até € 4 bilhões para o desenvolvimento em parceria com a Nissan, a marca quer garantir 10% de participação no mercado mundial de veículos em 2020 e liderar as vendas de carros sustentáveis.
A empresa estima que, até o fim da década, os elétricos responderão por 10% dos emplacamentos globais. A intenção da Aliança Renault Nissan é comercializar 1,5 milhão de veículos com a tecnologia nos próximos quatro anos. A marca francesa já apresentou os primeiros modelos da família Z.E. (Zero Emissão): Fluence e Kangoo (leia aqui). No próximo ano, a oferta vai crescer com a chegada do Twizy, em março, e do Zoe, em outubro.
Parceiros
Para acelerar as vendas e garantir soluções completas, a empresa firmou uma série de parcerias. Em Portugal a companhia apoia a expansão do Mobi.e, que reúne todas as plataformas de abastecimento de carro elétrico em um só sistema (leia aqui). Em Israel e na Dinamarca a montadora trabalha com a Better Place, que substitui a bateria dos carros em um processo que leva apenas alguns minutos.
Junto com os veículos, a montadora lança também um pacote de serviços destinados aos elétricos. Um deles é o Z.E. Battery, de aluguel de baterias. Por cerca de € 80 por mês na Europa, o cliente utiliza a bateria e tem assistência total do componenete. Há também o Z.E. Charge, painel de recarga doméstica, e o Z.E. Connect, que disponibiliza online os dados do automóvel para o cliente.
A companhia fechou parcerias ainda para o Z.E. Assistence, seguro focado nos elétricos. Para garantir um preço atrativo para o plano, a Renault se apoiou no interesse das seguradoras em entrar em no novo mercado e também em estatísticas sobre motoristas de carros elétricos. Segundo pesquisas, os condutores de veículos com a tecnologia são mais cautelosos e dirigem em velocidade menor.
As diversas parcerias podem viabilizar a chegada dos modelos elétricos a outros mercados. No Brasil, os veículos devem ser apresentados no próximo ano mas ainda sem previsão de início das vendas.
