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Renault sela parceria com Dongfeng, da China

A Renault e a estatal chinesa Dongfeng selaram o acordo de joint venture nove anos depois que as duas empresas anunciaram pela primeira vez planos para a criação de uma empresa. A assinatura da parceria ocorreu na segunda-feira, 16, na China. Pelo acordo, aprovado pelo governo em 5 de dezembro, com um investimento previsto de US$ 1,3 bilhão, cuja participação é dividida igualmente, a Dongfeng Renault Automotive Co. fabricará modelos SUV e crossover em uma unidade a ser construída em Wuhan, com uma capacidade inicial de 150 mil unidades e início da produção previsto para 2016.
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Redação AB

16 dez 2013

2 minutos de leitura

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“Licenças para os sedãs virão mais tarde”, disse o CEO da Aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn, que esteve presente na cerimônia de lançamento da joint venture, na China.

Para obter a aprovação do governo chinês de uma nova fábrica, Ghosn disse que a Renault prometeu trazer um carro elétrico para o mercado, embora ainda hão há definição de quando isso se dará.
“Isso não significa que você tem que transferir tecnologia. Para mim, não é uma causa de preocupação. Não há nada no contrato entre Dongfeng e Renault, que é fundamentalmente diferente do que todos os outros fabricantes de automóveis estão assinando”, disse Ghosn, acrescentando que há maneiras de proteger as patentes de empresas fornecedoras de tecnologia avançada.

Por sua vez, Zhu Fushou, presidente da Dongfeng, disse que espera que a demanda por SUVs exceda a de veículos de passageiros entre os próximos cinco ou 10 anos.

Para construir sua presença na China, onde o governo exige que todas as montadoras estrangeiras tenham uma parceira local para que possam produzir carros no país, a Renault foi forçada a depender de importações da Coreia do Sul e, em parceria com a Nissan, levantar infraestrutura comercial. Ghosn disse que, historicamente, a Renault tem focado em outros mercados emergentes, como Brasil, Rússia e Índia, enquanto a Nissan assumiu a liderança na China.

A iniciativa da Renault vem em um momento de aumento da concorrência no mercado de automóveis da China, com uma série empresas que devem adicionar capacidade em todos os segmentos, desde os veículos leves até carros de luxo. Além disso, a Dongfeng está em negociação avançada com a PSA Peugeot Citroën, na qual que poderia levar à montadora chinesa se tornar um acionista na principal rival francês da Renault (leia aqui).