
O vice-presidente comercial da marca no Brasil, Gustavo Schmidt, sem revelar o índice, fundamenta a meta a partir da retomada do ritmo de produção do Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR), responsável pela produção dos automóveis e comerciais leves da marca.
“No primeiro trimestre, devido à paralisação da fábrica de automóveis para a reforma geral da unidade, a rede sofreu com o desabastecimento de produtos, o que já era esperado. Agora em abril, retomamos o ritmo com o qual encerramos as operações no ano passado, antes da paralisação. Com esta arrancada e com o aumento da cadência de produção ao longo do ano, teremos mais produtos para atender a demanda e alcançar crescimento acima do mercado, como tem sido nos últimos três anos.”
Em 2012, a empresa registrou crescimento de 24%, enquanto o mercado geral de veículos e comerciais leves figurou na casa dos 6%. Em 2011, o mesmo movimento: Renault cresceu 21% enquanto o mercado marcou 3% de alta, e em 2010, os índices foram de 36% contra 10% de avanço. Schmidt, citando seu presidente, Olivier Murguet, afirma que o maior desafio para a marca será fazer de 2013 um ano de doze meses em dez. Otimista, o executivo embasa a estratégia nos modelos Sandero e Clio, este último elencado por ele como “a alavanca para continuar a crescer no País”.
No caso do Sandero, o modelo da marca que mais sofreu com o desabastecimento entre janeiro e março, em abril voltou a figurar no ranking dos dez modelos mais vendidos no mês, segundo Schmidt, com 8,9 mil unidades emplacadas e 3,3% de participação no mercado de compactos leves: em fevereiro, seu pior mês de vendas do ano, o volume não ultrapassou as 4,5 mil unidades e 2,4% de fatia desse mercado.
Ele revela que em termos de produto a Renault prepara duas séries especiais que serão apresentadas nos próximos meses, além das versões 2014 do Fluence, que chega em maio, e do Duster, ainda sem data de lançamento. Além disso, para sustentar sua retomada, a montadora planeja aumentar em 0,4 ponto porcentual sua abrangência de território, para 86% este ano e abrir mais quarenta novas concessionárias até dezembro, somando 275 casas contra as 235 contabilizadas no fim de 2012.