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Balanço

Renault tem queda de 39% em lucro do 1º semestre

O Grupo Renault viu seu lucro líquido recuar 39% no primeiro semestre na comparação com igual período de 2011, ao reportar ganhos de € 746 milhões, informa a montadora em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 27. O faturamento do período apresentou leve queda de 0,8% na mesma base de comparação, para € 20,9 milhões. A montadora justifica em nota que os mercados internacionais não compensaram a fraqueza do mercado europeu.
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Redação AB

27 jul 2012

2 minutos de leitura

A margem operacional do grupo atingiu € 482 milhões, o que equivale a uma queda de 33%. A contribuição das empresas associadas, das quais a Renault tem participação acionária, chegou a € 630 milhões no primeiro semestre, alta de 13,1%. A Nissan contribuiu com € 564 milhões frente aos € 441 milhões do primeiro semestre de 2011, a Volvo, com € 68 milhões, ligeiramente abaixo dos € 70 milhões do ano passado e a russa AvtoVaz, com € 4 milhões frente aos € 37 milhões de um ano atrás.

O grupo, que reúne as marcas Renault e Dacia, apurou vendas de 1,33 milhão de unidades na primeira metade do ano, volume que representou queda de 3,3% com relação ao primeiro semestre do ano passado. Em vendas, a Renault informa que os baixos volumes na Europa foram parcialmente compensados por forte desempenho nas regiões das Américas, Ásia-Pacífico e parte do norte da África.

O CEO do Grupo Renault, Carlos Ghosn, comentou em nota: “Em um ambiente difícil e incerto, a Renault continua no bom caminho para cumprir seu objetivo de manter em 2012 um fluxo de caixa operacional livre da divisão automobilística”.

O fluxo de caixa livre operacional da divisão automobilística ficou negativo em € 200 milhões.

Em suas projeções para o ano, a Renault aponta que a tendência do mercado de automóveis e comerciais leves observada no primeiro semestre, com crescimento global e queda na Europa, deve prevalecer na segunda metade do ano. Para 2012, a montadora projeta que a demanda global cresça 5%, acima dos 4% estimados anteriormente, enquanto o mercado europeu cairá entre 6% e 7%.

Devido ao crescimento dos mercados fora da Europa e com os lançamentos de produtos previstos para o segundo semestre, incluindo a introdução do Duster em alguns mercados, o grupo projeta que em 2012 as vendas devem exceder o nível alcançado em 2011, desde que não haja uma deterioração adicional da situação na Europa do que o esperado hoje.