
A Renault realizou hoje seu evento eWays Electropop, em que anunciou sua estratégia relacionada a veículos elétricos para os próximos anos. Dez modelos elétricos serão lançados pela montadora até 2030, sendo sete com a marca Renault e três com a marca Alpine.
A linha de elétricos contará com duas ressurreições. A primeira será o Renault 5, originalmente lançado em 1972, agora em versão totalmente elétrica. Já o Renault 4, que saiu em 1961, será reformulado e ganhará o nome de 4ever. Ambos usarão a plataforma proprietária CMF-BEV, que promete autonomias de até 580 km, redução de peso e mais conforto na direção. O Mégane elétrico, chamado MéganE, vem em 2022 e o Alpine em 2024.
No evento, a empresa anunciou que pretende que 65% de suas vendas na Europa sejam de elétricos até 2025, incluindo híbridos, e de 90% até 2030, já sem contar os híbridos. Para conseguir esses índices, a fabricante aposta no barateamento dos modelos, que será conseguido principalmente com a diminuição no preço das baterias e a introdução das baterias de estado sólido, mais eficientes.
A ElectricCity, anunciada mais cedo neste mês, faz parte da estratégia. Trata-se de um ecossistema de fábricas de elétricos no norte da França, nas cidades de Douai, Maubeuge e Ruitz. As plantas já existem, mas agora estarão unidas sob um “projeto industrial coerente”. Elas devem empregar mais 1.400 pessoas e produzir 400 mil veículos ao ano em 2025.
Também foi anunciado que os modelos da Renault irão usar baterias com cátodo de níquel-manganês-cobalto devido ao custo-benefício. Além de apresentarem 20% mais autonomia, elas também se degeneram mais lentamente e oferecem maior valor na reciclagem.
Uma parceria foi firmada com a empresa Envision AESC para criar uma fábrica de baterias em Douai, na França, que estará produzindo 24 GWh em 2030. A Renault também adquiriu 20% da startup Vektor para desenvolver um novo tipo de bateria de alto desempenho para o segmento C (de sub-compactos como o Mégane) e superiores (como carros de luxo). Os primeiros protótipos devem aparecer em 2022. A parceria com a Vektor também deve render a criação de outra fábrica de baterias na segunda metade da década.
A Renault também anunciou que está criando alguns motores elétricos proprietários. O mais importante deles será um motor síncrono eletricamente excitado (EESM), que não terá ímãs permanentes e promete uma eficiência capaz de cortar o gasto das baterias pela metade.