
Apesar de a Europa ser a responsável pela metade das vendas globais da Renault, os negócios encolheram 6,7% nos seis primeiros meses do ano, para 656,6 mil unidades. Fora do Velho Continente, as vendas de 646,2 mil unidades representaram 49,6% do total entregue no mundo, 2,9 pontos porcentuais a mais na comparação com a fatia registrada no primeiro semestre de 2012. O volume de veículos entregue fora da Europa neste ano supera em 4,3% o do ano passado.
Entre as demais regiões fora a Europa, a América teve o maior volume de vendas no primeiro semestre, com 210,1 mil unidades. Ainda assim, o volume é 2,4% menor que o anotado em igual período do ano passado. O grupo atribui o resultado ao impacto da paralisação de dois meses na produção nacional para modernização e ampliação da fábrica de São José dos Pinhais (PR), o que resultou em escassez de veículos para a rede (leia aqui).
Na região que compreende os mercados do norte da África e do Oriente Médio a Renault apurou alta de 6,7% das vendas no primeiro semestre contra mesmo intervalo de 2012, para 196,5 mil unidades. Também houve crescimento nos conglomerados Eurásia (incluindo Rússia) e Ásia-Pacífico, com índices positivos de 9,9% e 7,8% respectivamente, para 114,1 mil e 125,4 mil unidades.
2013
Prevendo uma tendência de desaceleração das vendas em mercados emergentes, a Renault revisou para baixo sua projeção de crescimento das vendas globais para 2013, de 3%, previsto no início do ano, para 2% sobre 2012. Segundo o vice-presidente executivo de vendas e marketing, Jérome Stoll, o mercado automotivo mundial deve continuar crescendo ao longo de 2013 reforçado pelos novos produtos.
“A renovação da gama de produtos do grupo agora está bem encaminhada e começando a produzir resultados em todos os mercados. O aumento de nossa capacidade de produção internacional, juntamente com a relevância e apelo da nossa oferta, nos permitirá vender mais veículos em todo o mundo em 2013 do que em 2012 e reconquistar nossa cota de mercado na Europa”, projetou.