Em 2010, a Renault já havia vendido uma participação de 14,9% no grupo sueco, por meio da venda de ações, também organizada pelo Goldman Sachs, arrecadando € 3 bilhões na época.
Na quarta-feira, 12, quando anunciou o desejo de negociar a parcela na Volvo, a Renault informou que os recursos da venda fortalecerão sua estabilidade financeira e serão alocados para reduzir dívidas. Em 30 de junho deste ano, a divisão automotiva da empresa tinha uma dívida líquida de € 818 milhões. O valor obtido com a venda das ações também será usado para financiar investimentos industriais e estratégias, principalmente na Rússia e na China.
Após o anúncio, o ministro da Indústria da França, Arnaud Montebourg, emitiu um comunicado afirmando que 45% da arrecadação com a venda da participação na Volvo “serão usados para reforçar a presença industrial da Renault na França, em linha com o compromisso da empresa de investir € 2 bilhões no país entre 2011 e 2013, ou 40% de seus investimentos globais, apesar do contexto de mercado difícil”.
O governo francês detém 15% da Renault. O ministro disse que esses investimentos fazem parte do compromisso da Renault de preservar todas as suas instalações industriais na França.