Enquanto faz a cobertura do lançamento do Renegade, a equipe estará empenhada em decifrar para os leitores de Automotive Business as estratégias da fábrica de Goiana, que será inaugurada dia 28 de abril. O novo complexo, instalado em tempo recorde, motivará uma publicação especial da revista Automotive Business, inteiramente voltada para o empreendimento e seu significado no mercado brasileiro, que circulará com a edição 33. Alguns dos temas desta edição especial serão a concepção, a estrutura do empreendimento e seus objetivos; o parque de fornecedores e seu papel na produção; as novas tecnologias e os produtos a ser lançados; os processos utilizados e o sistema de manufatura; as soluções da operação logística; o impacto da iniciativa no mercado e a opinião de especialistas; a avaliação do Renegade.
LOGÍSTICA
Os desafios logísticos do Polo Automotivo Jeep serão um dos destaques da cobertura de Automotive Business, mostrando a solução do conceito de cross-docking (galpões estratégicos) para centralizar a recepção dos componentes nacionais e promover o escoamento da produção. Os fornecedores de autopeças nacionais para a montagem do Jeep Renegade estão estabelecidos em São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe, além de Pernambuco. Importações consideradas indispensáveis vêm da Europa, Estados Unidos, Canadá, México e Ásia.
Mauricélio Faria, gerente de logística de distribuição da FCA para a América Latina, explica que o modelo logístico adotado ajuda a reduzir estoques de peças e diminui as movimentações. “É um modelo mais eficiente do que o tradicional”, explica.
Cerca de mil carros vão deixar a fábrica de Goiana diariamente, em carretas, rumo aos polos de consumo, quando a produção amadurecer e avançar em direção a 250 mil carros por ano. A operação do pátio de veículos será feita pela própria FCA. Os Jeep Renegade fabricados em Goiana (PE) atenderão, inicialmente, ao mercado interno do País.
“O Porto de Suape, em Pernambuco, é um dos elementos estratégicos da FCA e pode se tornar o principal porto de entrada para veículos no futuro”, afirma Mauricélio Faria, que aposta no desenvolvimento da cabotagem no País, facilitando também a exportação.